22/01/2016 às 15h28min - Atualizada em 22/01/2016 às 15h28min

Mais silagem para os sulflorenses

Agriculturas deixam de plantar fumo e investem ainda mais em vacas de leite

Flor da Serra do Sul
ASO/Analiza Vissotto

A confecção de silagem de Flor da Serra do Sul teve um aumento em sua demanda de 20%. A afirmação é do secretário de Agricultura, Nereu Cerati, que concedeu uma entrevista ao jornal Sentinela enquanto ajudava na confecção de silagem do agricultor, do distrito de Tatetos, Anacleto Knerik, na quarta-feira, dia 13.

Ainda segundo o secretário o aumento é consequência dos pequenos agricultores investirem cada vez mais nas vacas de leite. “Estão largando mão do fumo, milho só para silagem e consumo próprio, não vendem mais. Até o feijão só produzem para consumo, ou nem isso”, comenta Nereu lembrando que é um pequeno agricultor e conhece a realidade.

O agricultor, Anacleto contava com a ajuda do filho Guilherme para terminar o último dia da confecção de silagem. “Logo planto milho de novo, para fazer a safrinha de inverno e produzir mais silagem”, adianta o agricultor que atualmente conta com 15 vacas em lactação. A confecção de silagem feita na última semana na família de Anacleto irá durar por pelo menos oito meses. “Se o agricultor quer ter vaca de leite precisa de silagem, só de pasto e ração não é rentável”, assegura.

Atualmente a Secretaria de Agricultura auxilia os agricultores, na confecção de silagem, em seis setores: Altaneira/Arroio; São José; Cabeceira do Araçá; Real; São Bento/Tilongo/Bandeirantes e o Setor da Secretaria, além de dois agricultores que foram terceirizados. “Eles nos ajudam, e fazemos troca de hora. Tudo para conseguir dar conta da demanda”, explica Nereu lembrando que a chuva tem atrapalhado a confecção, que segue até meados de março. Neste ano a Secretaria de Agricultura também adquiriu duas novas ensiladeiras que estão trabalhando na confecção da silagem.

“A qualidade da silagem não está sendo prejudicada porque contamos, com o técnico agrícola, César Lamera, que vai a cada propriedade e verifica a época certa para a confecção da silagem”, declara o secretário de Agricultura explicando que o acompanhamento técnico tem feito diferença. “Vamos atender mais de 300 agricultores, e o mal tempo acaba muitas vezes tardando o processo, por isso estamos atendendo a todos conforme a medida do possível, e seguindo as orientações do técnico”, finaliza Nereu afirmando que é a primeira vez que o trabalho técnico foi feito desta forma. 


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