23/01/2016 às 09h33min - Atualizada em 23/01/2016 às 09h33min

Escola intensificava o convício social

Confira nesta edição de memória relatos do livro O Caboclo de Palma Sola e Arredores

Palma Sola

Confira depoimentos do livro O Caboclo de Palma Sola e Arredores, escrito pelo professor Narcelio Inácio Debona, onde o escritor mostra que a escola era um dos meios de intensificar o convívio social das comunidades na época da colonização do município.

A educação formal nesta região era de difícil acesso. Para não permanecerem isolados, membros da família teriam que se deslocar a outros locais para estudar. Até o final da década de 50 as escolas eram raras e, normalmente, distantes das casas dos caboclos em função da baixa densidade demográfica. Conforme consta no livro surgiu então o primeiro Colégio das Irmãs, na década de 1960, onde hoje é localizado o Sindicato dos Produtores e Trabalhadores Rurais.

“Destinada prioritariamente aos filhos homens, os pais teriam que contratar um professor e pagar. Caberia a ele educar e ensinar conteúdos mínimos como ler e escrever e as quatro operações. No entanto, educação não se limitava a isso, os maus comportamentos eram corrigidos com castigos físicos. Muitos não tinham aceso a educação formal e teriam que ajudar os pais na produção, criação e principalmente lida com a erva”, escreveu  o professor Narcelio.

Alguns alunos frequentavam a escola esporadicamente e não conseguiam aprender a ler e escrever. “Frequentei algumas vezes por ano durante cinco anos, mas não aprendi a ler e escrever. De castigo, pulei a janela e escapei”, contou Avelino Grabowski, da linha Paraíso.

“Para estudar tive que ir a Pato Branco, onde fiz o ginásio. Depois fiz o normal no Colégio São Luiz de Clevelândia, onde me formei professor”, relatou João Neir Pontes Rocha, de Campo Erê.

“Estudei até a segunda série primária na Escola Isolada José Boiteux, em Dionísio Cerqueira e o professor era Dalilo Quintina Pereira. O professor era bravo, batia nos alunos, mas ensinava muito bem. Eu agradeço pelo que aprendi. Na primeira e segunda série aprendíamos a ler, escrever e as quatro operações e o catecismo”, falou Moralino Antunes de Lara, da linha São Sebastião. 


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