Intercâmbio leva alunos do CMEIF a Argentina

Viagem proporcionou aos estudantes do 6º ano um dia de imersão na cultura argentina, com atividades culturais, prática da língua espanhola e visitas a espaços históricos e educativos

Por Ruthe Kezia-Anchieta

Crianças exploram as Ilhas da Nutrição, em Campo Erê, participando de atividades lúdicas que ensinam sobre
Crianças exploram as Ilhas da Nutrição, em Campo Erê, participando de atividades lúdicas que ensinam sobre alimentação saudável, cores e sabores dos alimentos. (Foto: Divulgação)

O CMEIF de Anchieta realizou mais uma edição do projeto de intercâmbio cultural com a Escola Félix de Azara, em Posadas na Argentina, proporcionando aos alunos do 6º ano uma experiência prática de aprendizado para além da sala de aula. A iniciativa, que já se tornou tradição na unidade escolar, integra cultura, história, língua espanhola e vivências que ampliam a formação dos estudantes.

A assessora de direção, Maria Roseli Lucas, explica que o intercâmbio ocorre anualmente e envolve um processo de organização intenso, que inclui desde autorizações legais até câmbio de moeda. O transporte é subsidiado pela Prefeitura: “É uma experiência única, que com certeza eles não vão esquecer. Vivenciar a realidade de outro país traz um conhecimento que vai muito além da teoria”, destacou.

Logo na chegada, os alunos foram recepcionados com apresentações culturais e participaram de um momento de integração com os estudantes argentinos, incluindo o tradicional amigo secreto entre as turmas. Os brasileiros presentearam a escola anfitriã com itens que representam a cultura local, com produtos de Anchieta, erva-mate e lembranças da escola.

A professora Liliana Maria Martini Lenhardt, responsável pelo projeto, reforça que o intercâmbio fortalece o ensino de língua espanhola e conecta os conteúdos estudados em sala com a prática: “Eles estudam tudo antes: história, geografia, cultura e espanhol. Estar lá faz com que se sintam parte da história. O que mais chamou a atenção dos alunos foi a grandiosidade das ruínas, pois impactam muito mais do que os livros conseguem mostrar”, afirmou.

A programação incluiu visita ao Centro de Conhecimento, onde os alunos assistiram a ensaios do balé “O Cisne Negro” e da Orquestra Sinfônica, além de um tour guiado pela Costanera e pelas Ruínas de San Ignacio. Para muitos, foi a primeira vez fora do país: “Alguns alunos voltam com outra visão do mundo. É um diferencial que marca a vida escolar deles”, completou Liliana.

Com 16 anos de história, o projeto envolve as duas instituições e recebe o nome de CMEIF Intercultural no Brasil, e Puente de la Amistad na Argentina. Os alunos também têm acesso a uma plataforma online onde podem registrar suas experiências e trocar mensagens com os colegas argentinos.

O CMEIF segue investindo em experiências que valorizam a aprendizagem na prática e o contato com outras culturas. Além da ida a Argentina para o 6º ano, os estudantes viajam para outros estados brasileiros nos anos seguintes e encerram o Ensino Fundamental com uma semana no Uruguai. “Nosso objetivo é ampliar o conhecimento e oportunizar vivências que a escola pode proporcionar. Ninguém tira isso deles”, declara Maria Roseli.

 

Alunos falam sobre a visita

Para Alicia Snigura Fabonatto, a oportunidade ficará na memória pela troca cultural e novas amizades. “Foi inesquecível, conhecemos novas pessoas e aprendemos sobre a cidade e sua história. A guia explicava cada lugar, e isso tornou tudo ainda mais especial. Agradeço à escola por essa oportunidade”.

O que mais chamou sua atenção foi a recepção na escola Argentina: “Lá fizemos amizades e conversamos bastante. A escola foi o lugar mais marcante para mim.” Alice também notou diferenças culturais: “Eles têm um dia da semana em que dormem até às 16h, então muitos lugares ficam fechados. Para quem mora lá é bom, mas para mim foi um grande choque cultural”.

Para Eloísa Greski Camara, a viagem foi a realização de um sonho: “É uma lembrança que nunca vou esquecer. Foi minha primeira vez na Argentina e aprendi muito sobre a cultura”. Ela destacou o privilégio de estudar em uma escola que oferece esse tipo de vivência: “É um ponto muito forte de conhecimento. O que mais gostei foram as ruínas e a estátua de Andresito. Entender como construíram tudo aquilo marcou muito”.

Já Luiz Otávio Dorigon, participou da viagem pela segunda vez e comparou as experiências: “Ano passado choveu e não aproveitamos tanto. Desta vez foi bem diferente e inesquecível”. Entre os lugares favoritos, cita o Centro de Conhecimento, as ruínas e a escola; “Achei que as ruínas tinham levado mais tempo para serem construídas, mas os jesuítas ajudaram com conhecimento e fizeram mais rápido”. Ele valoriza a iniciativa da escola: “Eu estudava em outra cidade e nunca viajávamos. Aqui é muito legal, é meu primeiro ano e já tive essa experiência”.

Para João Arthur Lüdke Bedin, vivenciar aquilo que estava apenas nos livros foi impactante: “Tudo que eu via aqui eu achava que nunca veria na vida real. Foi uma sensação inesquecível”. As ruínas foram seu ponto preferido: “Gostei de conhecer mais a história dos jesuítas e dos guaranis, ver como era a vida deles”, conclui.

 

 

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