Intercâmbio leva alunos do CMEIF a Argentina

Viagem proporcionou aos estudantes do 6º ano um dia de imersão na cultura argentina, com atividades culturais, prática da língua espanhola e visitas a espaços históricos e educativos

Ruthe Kezia - Anchieta
07/11/2025 08h00 - Atualizado há 4 meses

Intercâmbio leva alunos do CMEIF a Argentina
Crianças exploram as Ilhas da Nutrição, em Campo Erê, participando de atividades lúdicas que ensinam sobre alimentação saudável, cores e sabores dos alimentos. (Foto: Divulgação)

O CMEIF de Anchieta realizou mais uma edição do projeto de intercâmbio cultural com a Escola Félix de Azara, em Posadas na Argentina, proporcionando aos alunos do 6º ano uma experiência prática de aprendizado para além da sala de aula. A iniciativa, que já se tornou tradição na unidade escolar, integra cultura, história, língua espanhola e vivências que ampliam a formação dos estudantes.

A assessora de direção, Maria Roseli Lucas, explica que o intercâmbio ocorre anualmente e envolve um processo de organização intenso, que inclui desde autorizações legais até câmbio de moeda. O transporte é subsidiado pela Prefeitura: “É uma experiência única, que com certeza eles não vão esquecer. Vivenciar a realidade de outro país traz um conhecimento que vai muito além da teoria”, destacou.

Logo na chegada, os alunos foram recepcionados com apresentações culturais e participaram de um momento de integração com os estudantes argentinos, incluindo o tradicional amigo secreto entre as turmas. Os brasileiros presentearam a escola anfitriã com itens que representam a cultura local, com produtos de Anchieta, erva-mate e lembranças da escola.

A professora Liliana Maria Martini Lenhardt, responsável pelo projeto, reforça que o intercâmbio fortalece o ensino de língua espanhola e conecta os conteúdos estudados em sala com a prática: “Eles estudam tudo antes: história, geografia, cultura e espanhol. Estar lá faz com que se sintam parte da história. O que mais chamou a atenção dos alunos foi a grandiosidade das ruínas, pois impactam muito mais do que os livros conseguem mostrar”, afirmou.

A programação incluiu visita ao Centro de Conhecimento, onde os alunos assistiram a ensaios do balé “O Cisne Negro” e da Orquestra Sinfônica, além de um tour guiado pela Costanera e pelas Ruínas de San Ignacio. Para muitos, foi a primeira vez fora do país: “Alguns alunos voltam com outra visão do mundo. É um diferencial que marca a vida escolar deles”, completou Liliana.

Com 16 anos de história, o projeto envolve as duas instituições e recebe o nome de CMEIF Intercultural no Brasil, e Puente de la Amistad na Argentina. Os alunos também têm acesso a uma plataforma online onde podem registrar suas experiências e trocar mensagens com os colegas argentinos.

O CMEIF segue investindo em experiências que valorizam a aprendizagem na prática e o contato com outras culturas. Além da ida a Argentina para o 6º ano, os estudantes viajam para outros estados brasileiros nos anos seguintes e encerram o Ensino Fundamental com uma semana no Uruguai. “Nosso objetivo é ampliar o conhecimento e oportunizar vivências que a escola pode proporcionar. Ninguém tira isso deles”, declara Maria Roseli.

 

Alunos falam sobre a visita

Para Alicia Snigura Fabonatto, a oportunidade ficará na memória pela troca cultural e novas amizades. “Foi inesquecível, conhecemos novas pessoas e aprendemos sobre a cidade e sua história. A guia explicava cada lugar, e isso tornou tudo ainda mais especial. Agradeço à escola por essa oportunidade”.

O que mais chamou sua atenção foi a recepção na escola Argentina: Lá fizemos amizades e conversamos bastante. A escola foi o lugar mais marcante para mim.” Alice também notou diferenças culturais: “Eles têm um dia da semana em que dormem até às 16h, então muitos lugares ficam fechados. Para quem mora lá é bom, mas para mim foi um grande choque cultural”.

Para Eloísa Greski Camara, a viagem foi a realização de um sonho: “É uma lembrança que nunca vou esquecer. Foi minha primeira vez na Argentina e aprendi muito sobre a cultura”. Ela destacou o privilégio de estudar em uma escola que oferece esse tipo de vivência: “É um ponto muito forte de conhecimento. O que mais gostei foram as ruínas e a estátua de Andresito. Entender como construíram tudo aquilo marcou muito”.

Já Luiz Otávio Dorigon, participou da viagem pela segunda vez e comparou as experiências: “Ano passado choveu e não aproveitamos tanto. Desta vez foi bem diferente e inesquecível”. Entre os lugares favoritos, cita o Centro de Conhecimento, as ruínas e a escola; “Achei que as ruínas tinham levado mais tempo para serem construídas, mas os jesuítas ajudaram com conhecimento e fizeram mais rápido”. Ele valoriza a iniciativa da escola: “Eu estudava em outra cidade e nunca viajávamos. Aqui é muito legal, é meu primeiro ano e já tive essa experiência”.

Para João Arthur Lüdke Bedin, vivenciar aquilo que estava apenas nos livros foi impactante: “Tudo que eu via aqui eu achava que nunca veria na vida real. Foi uma sensação inesquecível”. As ruínas foram seu ponto preferido: “Gostei de conhecer mais a história dos jesuítas e dos guaranis, ver como era a vida deles”, conclui.

 

 

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