30/01/2016 às 09h05min - Atualizada em 30/01/2016 às 09h05min

Anchieta é um dos 28 infestados no Estado

Em 2015 foram registrados 98 focos do mosquito na cidade. Sala de controle local foi criada para combater a transmissão da dengue, zika vírus e chikungunya

Anchieta
Imagem Ilustrativa

Está em andamento na cidade de Anchieta a sala de controle local, criada para reunir os setores de Saúde e entidades do município que ajudam a combater a infestação do mosquito Aedes Aegypti, transmissor da dengue, zika vírus e chikungunya. Em 2015 foram registrados na cidade 98 focos do Aedes e também dois casos de dengue importada (contaminação ocorrida em outra cidade).

Segundo alerta a agente de endemias, Janice Trevisol Stefanello, a infestação do Aedes é séria. “A dengue mata, assim como as outras doenças transmitidas pelo mosquito. As complicações são graves e as pessoas precisam realmente fazer sua parte”, explica Janice.

Em Santa Catarina 28 municípios foram infestados pelo Aedes, entre eles na região: Guarujá do Sul, São Miguel do Oeste, Chapecó, Guaraciaba, São Lourenço do Oeste, Pinhalzinho e Anchieta. Por determinação do Estado foram criadas as salas de controle local que servem para que os responsáveis pela Vigilância Sanitária/Endemias, Corpo de Bombeiros, Defesa Civil e demais entidades colaborem no combate ao mosquito.

Em Anchieta desde o dia 8 de janeiro a sala de controle local está funcionando, sendo que a agente de endemias conta com o apoio das agentes de saúde para realizar as visitas aos 1.401 imóveis da área urbana do município. “Temos até o dia 12 de fevereiro para passar em todos os imóveis da cidade e fazer as orientações, além da fiscalização”, declara Janice explicando que a cidade tem 56 quarteirões e em 2015 somente um deles não teve foco do mosquito. “Nos 55 quarteirões restantes achamos foco. Isso é muito preocupante, pois se o vírus chegar e tivermos um caso autóctone (contaminação ocorrida dentro da cidade) poderemos ter uma infestação de doenças”, alerta.

Desde o dia 1º de janeiro deste ano já foram identificados três focos da dengue, sendo que outros três focos estão em análise para confirmar se são ou não do Aedes. “A sala de controle é útil porque todo dia temos que repassar os dados coletados ao Estado e a informação chega mais rápido. Estamos monitorando e pedindo a ajuda da população. Nós orientamos, mas a responsabilidade de manter sua residência ou comércio limpa e não propicia ao Aedes é das pessoas”, finaliza a agente de endemias. 


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