Helena: Feita de Aço e de Amor livro que dá voz às mães solo

O livro Helena: Feita de Aço e de Amor, de Juliane Beltrame, é inspirado em uma história real, que visa representar as mulheres que transformam a dor em resistência todos os dias

Ruthe Kezia - Campo Erê
22/11/2025 11h07 - Atualizado há 3 meses

Helena: Feita de Aço e de Amor livro que dá voz às mães solo
Juliane define o tema central da obra como a resiliência feminina frente às adversidades, apresentando personagens reais e situações cotidianas, sem espaço para romantizações. (Foto: Divulgação)

A escritora Juliane Beltrame, de Campo Erê, lança hoje, dia 22, sua mais nova obra, Helena: Feita de Aço e de Amor. Um livro que mergulha na realidade das milhões de mulheres brasileiras que criam seus filhos sozinhas. Segundo a autora, a narrativa, inspirada em uma história real, nasce da urgência de representar essas mulheres que transformam dor em resistência todos os dias.

Juliane explica que a ideia do livro surgiu da necessidade de dar voz às 11,6 milhões de mães solo no Brasil, número que revela uma realidade marcada por abandono paterno e falta de políticas públicas: “Oito em cada 10 não recebem pensão alimentícia. São mulheres que se desdobram entre educação, saúde, atividades e o trabalho para sustentar seus filhos, sem rede de apoio, a mãe solo fica enfraquecida”, afirma.

Juliane define o tema central da obra como a resiliência feminina frente às adversidades. Para construir essa narrativa, dedicou dois meses à escrita intensa, outros dois à revisão e mais cinco ao processo editorial, sempre acompanhada de pesquisas profundas sobre a realidade social brasileira, com base em dados do IBGE [Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística], IPEA [Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada] e CNJ [Conselho Nacional de Justiça].

O livro apresenta personagens reais e situações cotidianas, sem espaço para romantizações: “Não é ficção, é espelho social”, resume. O processo de escrita foi intuitivo e profundamente humano, com entrevistas e escuta ativa da mulher que inspirou a protagonista: “A história fluiu através de vozes que precisavam ser ouvidas”, destaca Juliane.

Entre os capítulos, um tem significado especial para Juliane, o momento em que Helena, a protagonista, decide criar as filhas sozinha, deixando para trás a esperança paterna que nunca se concretizou.

Ela acrescenta e descreve que seu maior desafio durante a escrita foi equilibrar a dor real das estatísticas, com a esperança que permeia a superação: “Não queria romantizar a luta, mas tampouco deixar o leitor desolado”.

 

Lançamentos, encontros e conexão com leitores

O livro está disponível nos formatos físico e digital, ampliando o acesso ao público. A agenda de lançamento inclui momentos de conversa e reflexão com leitores. A manhã de hoje marcou o lançamento digital na Amazon [o livro pode ser adquirido através do link: https://amzn.to/3JqaHvA]; no dia 04 de dezembro, a partir das 18h às 20h, haverá uma confraternização no Maremano, em Pato Branco-PR; no dia 06 de dezembro, a partir das 13h às 15h, haverá uma sessão de autógrafos no PB Shopping, em Pato Branco; e no dia 09 de dezembro, a partir da 19h às 21h, haverá um encontro na ACICE/CDL, em Campo Erê.

Juliane destaca que as sessões presenciais são uma oportunidade importante para aproximar o público da realidade retratada: “Teremos encontros presenciais onde leitores poderão conversar, refletir juntos e autografar seus exemplares”.

 

Para quem o livro fala?

O público-alvo é amplo, mas a autora dedica atenção especial às mulheres que se reconhecerão na narrativa e aos homens que, pela leitura, podem compreender melhor essas vivências. Ela espera que o leitor sinta: “Inspiração para transformar suas próprias lutas em força, e empatia para apoiar as Helenas que estão ao nosso redor”.

Sobre o futuro, Juliane já adianta que seu próximo projeto será para contar a história de Ângela, dando continuidade à proposta de unir literatura e ativismo social. “Helena não é apenas uma personagem, é um convite à reflexão sobre o Brasil que somos e que podemos ser”, conclui Juliane Beltrame.

 

 

 

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