30/01/2016 às 09h22min - Atualizada em 30/01/2016 às 09h22min

SDR admite falta de médicos

No Oeste só não faltam médicos nos hospitais regionais de SMO e Maravilha

Região
Ascom/Manoely Cogo

Segundo a gerente de Saúde da SDR de Dionísio Cerqueira, Eila Labres, foi realizado recentemente um estudo nos 11 hospitais da macrorregião que abrange os municípios das regionais de Dionísio Cerqueira, São Miguel do Oeste, Maravilha e Itapiranga. “Após uma reunião com o secretário de Saúde do Estado, João Paulo Kleinbubing, cobramos a realização das cirurgias eletivas que não andam e falamos sobre as dificuldades do Extremo Oeste. Então foi solicitado esse estudo onde algumas situações ficaram comprovadas”, explica Eila.

O estudo foi realizado nas 36 gerências regionais do Estado. O controle e avaliação foram feitos por uma equipe formada por um médico e mais dois profissionais efetivos do Estado. “Ficou comprovado neste estudo que dois hospitais da região se sobressaem pela equipe de saúde, equipamentos, infraestrutura e UTI. São eles o Regional de São Miguel do Oeste, Terezinha Gaia Basso e o de Maravilha, Hospital São José”, declarou Eila afirmando que nos demais hospitais foi verificado a carência de médicos, generalistas e principalmente especialistas, recursos tecnológicos e laboratórios. “A pesquisa foi realizada em hospitais com diversas formas de administração como filantropia e particular contratualizado com o SUS”, explicou.

Os hospitais da região apresentaram de forma positiva estrutura física e equipamentos próprios, com algumas necessidades de reparos, mas com capacidade para realização de cirurgias de pequeno e grande porte. “No entanto nenhum dispõe de UTI, o que impossibilita algumas cirurgias”, declarou Eila.

Os dados obtidos no estudo serão apresentados no próximo dia 3 de março em um encontro das regionais com a Secretaria de Estado da Saúde em Florianópolis. “Buscamos mostrar as carências dos pequenos hospitais e como isso interfere no fluxo dos regionais de São Miguel do Oeste e Maravilha. Nossa intenção é dar capacidade de atendimento aos pequenos hospitais”, afirmou Eila explicando que uma das possíveis alternativas são as campanhas e mutirões, onde os municípios se juntam para buscar médicos e suprir as demais necessidades. “Em nenhum momento queremos fechar um pequeno hospital, mas sabemos que os regionais estão recebendo um grande fluxo. Esse estudo foi um primeiro passo”, finalizou a gerente de Saúde. 


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