A Feira do Conhecimento realizada no CEMEG Girassol, em São José do Cedro, reuniu alunos do 9º ano em uma mostra que destacou criatividade, pesquisa e aplicação prática do que é aprendido em sala de aula. O evento, organizado pelo Laboratório Maker, trouxe temas variados e a participação ativa dos estudantes em todas as etapas.
A escola avaliou o resultado como muito positivo. Segundo a professora Eliane Menin, responsável pelo Maker, os alunos demonstraram organização, pensamento crítico e capacidade de apresentar ideias com clareza. Ela reforça que experiências como essa preparam os estudantes para desafios do ensino médio, cursos técnicos e até para a vida profissional.
Os projetos apresentados abrangeram áreas diferentes. Houve trabalhos sobre evolução tecnológica, mostrando como as inovações mudaram a sociedade; pesquisas sobre identidade cultural com o tema “Tradição em Cada Fio”; e explicações práticas sobre fenômenos físicos, como o Efeito Doppler. A diversidade de conteúdos reforçou que os alunos puderam explorar assuntos de interesse próprio.
O Laboratório Maker teve participação direta na feira. Alunos bolsistas desenvolveram uma atividade de robótica, montando e programando um semáforo didático. Também apresentaram softwares usados no ambiente maker, como o Inkscape para criação de vetores e o Orca Slicer, usado na impressão 3D. A proposta aproximou os estudantes de conceitos de eletrônica, design digital e automação.
A bolsista Sofia Anzolin, que atua no Laboratório Maker e responsável pela organização da feira, destacou a importância de vivências como essa para o desenvolvimento dos colegas. “Projetos assim ajudam os alunos a se desenvolverem de verdade, porque a gente aprende fazendo, resolvendo problema e trabalhando juntos”, afirmou.
A escola também pretende ampliar a feira nos próximos anos. A ideia é envolver estudantes do 8º e 9º ano, além de incentivar que os bolsistas do Maker criem projetos próprios para participar da exposição, fortalecendo ainda mais o protagonismo estudantil.
Segundo a professora, o evento despertou grande interesse pela tecnologia e pela cultura maker. A participação na robótica, no design digital e nos experimentos aumentou a curiosidade dos estudantes e trouxe mais engajamento nas atividades do laboratório.
A feira mostrou que o aprendizado vai além da teoria. Os alunos precisaram se organizar, planejar, testar, errar e refazer, desenvolvendo habilidades que não se limitam ao conteúdo curricular. Esse processo é o que consolida o objetivo da Feira do Conhecimento: formar estudantes mais autônomos, criativos e preparados.
Para a escola, a primeira edição alcançou seus objetivos e abre caminho para projetos maiores. A intenção é manter o evento como parte do calendário anual, ampliando temas e garantindo mais oportunidades para que os alunos exponham suas ideias e descubram novas áreas de interesse.