Experiência longe de casa impulsiona carreira de atletas locais

Yasmin Holz, Rafaela e Gabriela Pauletti relatam rotina intensa longe da família e celebram amadurecimento no esporte com destaque para Rafaela na fase de treinamento da Seleção Brasileira, além das transferências de Julia Dalle Laste e Maria Klein para Torres-RS

Arthur Nunes - Palma Sola
08/01/2026 15h42 - Atualizado há 2 meses

Experiência longe de casa impulsiona carreira de atletas locais
Gabriela, Yasmin e Rafaela mostram a evolução conquistada fora de Palma Sola e o aprendizado que agora levam para a carreira no handebol (Foto: Arthur Nunes)

No ano passado, Rafaela Pauletti, Gabriela Pauletti e Yasmin Holz viveram uma das experiências mais marcantes da trajetória esportiva ao aceitarem convites para jogar fora de Palma Sola. A decisão significou deixar a cidade, a família e a rotina conhecida para encarar um cenário mais exigente no handebol, com treinos intensos, novas responsabilidades e uma vivência que vai além da quadra.

Yasmin Holz seguiu para Criciúma, enquanto Rafaela Pauletti e Gabriela Pauletti se mudaram para Balneário Camboriú. Em cidades maiores, as atletas passaram a conviver com um nível de cobrança mais alto, tanto nos treinos quanto nas competições, além de uma rotina que exigia conciliar estudos, preparação física e compromissos diários ligados ao esporte.

A adaptação, segundo Yasmin, foi um dos primeiros desafios enfrentados logo na chegada. “A adaptação no começo é difícil, mas quando você quer, dá pra se encaixar. Desde que cheguei em Criciúma eu senti pertencimento”, contou a atleta, destacando que, mesmo com dificuldades iniciais, o ambiente do clube ajudou nesse processo.

A rotina diária passou a ser intensa e bastante puxada. Em Criciúma, Yasmin precisou conciliar faculdade, academia, treinos técnicos e físicos, além de jogos e viagens. “É uma rotina bem pesada, tem faculdade, academia e treino quase todos os dias, às vezes até tarde da noite”, explicou, ressaltando que o desgaste físico e mental faz parte da vida do atleta que busca alto rendimento.

Em Balneário Camboriú, Rafaela e Gabriela também sentiram o impacto da mudança, especialmente na parte escolar e nos treinamentos. Rafaela destacou que a adaptação no colégio foi um dos pontos mais difíceis no início. “A adaptação foi complicada, principalmente no colégio, porque o conteúdo era bem mais puxado do que a gente estava acostumada, mas conseguimos focar no que precisava pra dar conta”, relatou.

A distância da família foi outro fator comum entre as três atletas e exigiu maturidade emocional. “A saudade é diária, a gente convive com isso todos os dias. Tem que achar um horário pra ligar pros pais e seguir em frente”, disse Yasmin, lembrando que o apoio da família, mesmo à distância, foi fundamental para seguir firme.

Apesar das dificuldades, a experiência fora de Palma Sola trouxe um amadurecimento evidente. Para Gabriela, morar fora fez com que a responsabilidade aumentasse rapidamente. “A gente cresce muito, aprende a se virar sozinha, a cuidar das próprias coisas e a entender melhor o que é ser atleta de verdade”, avaliou.

Agora, de volta a Palma Sola para passar as férias, as três atletas destacam que a experiência fora mudou a forma como enxergam o esporte e a própria vida. Além da evolução técnica, elas retornam com uma bagagem de aprendizado pessoal que pretendem levar para as próximas etapas da carreira.

 

Rafaela na Seleção Brasileira

Entre as experiências vividas fora de Palma Sola, uma delas teve um peso especial na trajetória de Rafaela Pauletti. A atleta foi chamada para a fase de treinamento e monitoramento da Seleção Brasileira, entrando no radar do handebol nacional e dando um passo importante dentro da carreira esportiva.

A convocação foi recebida com muita emoção e marcou a realização de um sonho antigo. “É um sonho que eu tenho desde criança. Acho que todo atleta sonha em estar na Seleção Brasileira”, afirmou Rafaela, lembrando que a notícia trouxe felicidade, mas também um sentimento de responsabilidade ainda maior.

Ela contou que o momento exigiu equilíbrio emocional para não transformar a expectativa em pressão excessiva. “Eu chorei quando descobri, fiquei muito feliz, mas sei que preciso seguir muito firme nos treinos e com muita cabeça”, disse, destacando a importância do preparo psicológico nesse nível.

Rafaela também ressaltou que a oportunidade não surgiu por acaso, mas como resultado de todo o caminho percorrido até agora. “Eu acho que é tudo junto, o que eu aprendi aqui em Palma Sola e o que eu aprendi lá fora. Sempre tentando melhorar e não me acomodar”, explicou a atleta.

Mesmo sendo uma fase de observação e treinamento, Rafaela vê o momento como uma grande oportunidade de aprendizado. Para ela, estar nesse ambiente já representa uma evolução importante, independentemente do que acontecer futuramente.

Além do crescimento pessoal, a atleta destacou o compromisso de compartilhar o que aprende. “Tudo que eu aprender lá, eu quero trazer pra cá e repassar pras outras meninas, pra ajudar todo mundo a evoluir”, completou.

 

Julia e Maria rumo a Torres em 2026

Seguindo o mesmo caminho trilhado pelas colegas, Julia Dalle Laste e Maria Eduarda Klein também se preparam para uma nova etapa no handebol. Em 2026, as duas irão jogar em Torres, onde defenderão uma equipe com estrutura maior e participação em competições de nível nacional.

A confirmação da ida foi recebida com entusiasmo e sentimento de conquista. “É algo que a gente já queria há bastante tempo, então foi muito gratificante saber que deu certo”, contou Julia, destacando que a oportunidade representa um avanço importante na carreira.

As duas irão morar juntas e dividir apartamento com outras atletas, o que traz novas responsabilidades fora da quadra. Para Maria, essa será uma das maiores mudanças da experiência. “A gente vai ter que se virar mais sozinha, cuidar da casa, da rotina, mas acredito que, indo juntas, a adaptação vai ser melhor”, afirmou.

A conciliação entre estudos e esporte também faz parte das expectativas para o próximo ano. As atletas acreditam que, com organização, será possível manter o rendimento nas duas áreas. “A rotina vai mudar bastante, mas acho que dá pra conciliar sim”, disse Maria.

Julia destacou que o handebol oferece oportunidades que vão além da prática esportiva. “O esporte abre muitas portas, dá chance de jogar competições grandes, ter visibilidade e continuar estudando”, afirmou, reforçando o papel do handebol na formação pessoal.

Para as duas, o principal conselho às atletas mais novas de Palma Sola é não desperdiçar oportunidades quando elas surgirem. “Não é fácil sair de casa, mas essas chances não aparecem sempre. Se surgir, tem que aproveitar”, concluiu Julia.

 

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