Guarujá integra programa estadual de castração

Guarujá do Sul irá realizar 103 castrações com microchipagem gratuita. Os interessados podem se inscrever na Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente até o final do dia de hoje, dia 23

Por Matheus Rizzi-Guarujá do Sul

“Esse sistema de microchipagem é uma ferramenta extremamente eficiente e representa uma tendência que deve ser ampliada para todos os animais”, comenta o médico veterinário, José Bozzato Sobrinho. (Foto: Matheus Rizzi)

A Administração Municipal de Guarujá do Sul aderiu ao Programa Pet Levado a Sério (PLAS), iniciativa do Governo do Estado por meio da Secretaria do Meio Ambiente (SEMAE), que visa garantir 103 castrações de cães e gatos com microchipagem. O recurso destinado ao município é de aproximadamente R$ 20 mil, o que representa cerca de R$ 210 a R$ 250 por procedimento.

O médico veterinário da Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente, José Bozzato Sobrinho, que atua no serviço público municipal desde 1997, explica que todos os animais atendidos serão microchipados: “Nós fazemos um cadastro, esses dados depois vão ser inseridos no microchip, tanto os dados do tutor quanto os dados do animal, nome, idade, tamanho, raça, tudo”, explica.

A microchipagem funciona por meio da aplicação subcutânea de um dispositivo do tamanho aproximado de um grão de arroz, que pode ser lido por um aparelho específico. O município também irá adquirir o leitor. A medida visa combater o abandono, prática que pode gerar multa superior a R$ 10 mil, conforme já aplicado em grandes centros.

As inscrições são exclusivas para moradores do município e podem ser realizadas na Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente, até hoje, dia 23. A prioridade será para famílias de baixa renda, animais comunitários e pets acolhidos por pessoas que já cuidam de animais resgatados.

O programa será executado por meio de um Castramóvel, estrutura equipada com centro cirúrgico completo e suporte para situações emergenciais. Estão incluídos no processo medicamentos anestésicos, antibióticos, colar elizabetano e acompanhamento pós-operatório.

Segundo José, o tutor deverá assinar um termo de responsabilidade: “Assinando o termo, essa pessoa se responsabiliza em levar o animal no dia e no local da castração. Caso não leve, deverá pagar esse valor que o Estado está fornecendo ao município”, explica.

Segundo o veterinário, o controle populacional é fundamental para a saúde pública, prevenindo zoonoses e reduzindo a quantidade de animais soltos nas ruas. Ele ressalta que: “Mesmo num município como o nosso, de 5 mil habitantes, nós temos 1.800 famílias, então imagina se tivesse um pet em cada família, fora aqueles que tem vários, principalmente no interior, vai ser um trabalho que vai ser um modelo, para que as outras fases tenham êxito também”, comenta.

A expectativa é de que esta seja apenas a primeira etapa do programa no município. Após a conclusão das 103 castrações, novas fases poderão ser estudadas, dependendo de recursos e definições administrativas. “Esse sistema de microchipagem é uma ferramenta extremamente eficiente e representa uma tendência que deve ser ampliada para todos os animais, justamente para fortalecer o controle, a identificação e principalmente, a prevenção do abandono”, conclui.

 

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