Laços de solidariedade que aquecem o corpo e o coração
Quatro professoras aposentadas se reúnem semanalmente para tricotar toucas de lã que são doadas a pacientes em tratamento contra o câncer, transformando solidariedade em cuidado
O grupo é formado por Nilza Suffredini, professora de português; Marilete Maria Schneider, de matemática e ex-diretora; Cleusa Spenassato, de educação física; e Cleci Pires, professora de artes. (Foto: Igor Vissotto)
Quatro professoras palmassolenses aposentadas encontraram no tricô uma forma de continuar cuidando de pessoas, agora, de um jeito diferente, mas com o mesmo carinho de sala de aula. Todas as segundas-feiras, das 14h às 17h, elas se reúnem para confeccionar toucas de lã que são doadas à pacientes em tratamento contra o câncer.
O grupo é formado por Nilza Suffredini, professora de português; Marilete Maria Schneider, professora de matemática e ex-diretora; Cleusa Spenassato, de educação física; e Cleci Pires, professora de artes. Unidas por anos dedicados à educação, hoje elas mantêm viva a amizade construída ao longo da carreira.
A ideia surgiu de forma simples, em um desses encontros entre amigas: “Trabalhamos tantos anos com os alunos e pensamos que poderia fazer alguma coisa em prol de outras pessoas”, contam. Entre uma conversa e um chimarrão, veio a inspiração: usar o tempo livre para ajudar quem precisa.
Mais do que um gesto solidário, o projeto carrega uma história pessoal. Uma das integrantes enfrentou um câncer de ovário em 2006, passando por aproximadamente um ano de tratamento até a cura. A experiência acendeu algo dentro do grupo.
Sem formalidades, sem CNPJ e sem burocracia, as professoras optaram por manter o trabalho de forma espontânea. A cada semana, o encontro acontece na casa de uma delas, sempre com café, conversa e muito trabalho manual.
As toucas produzidas são encaminhadas por meio do posto de saúde do município, que faz a distribuição para diferentes cidades da região, como Chapecó-SC, Cascavel-PR, São Miguel do Oeste-SC e Francisco Beltrão-PR. Quando juntam uma quantidade significativa, aproximadamente 20 peças, elas organizam o envio.
Durante o verão, a produção diminui, mas com a chegada do frio, o ritmo aumenta novamente, garantindo que mais pessoas possam ser atendidas. Mais do que aquecer quem enfrenta o tratamento, cada peça leva consigo cuidado, empatia e afeto. Para as professoras, é uma forma de manter o vínculo entre elas e continuar fazendo a diferença na vida de outras pessoas.
Aos interessados em contribuir, as professoras aceitam doações de lã para dar continuidade ao trabalho. Quem tiver novelos novos ou sobras em casa pode contribuir com a iniciativa solidária, ajudando a transformar fios em gestos de amor.
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