Encontro na Câmara discute sobre o Cartão Escolar

Reunião reuniu vereadores, Secretaria de Educação, comerciantes e representante da empresa do Cartão Escolar para cobrar soluções e alinhar funcionamento do programa no município

Por Ana Antonelli

A reunião visou tratar sobre os atrasos no repasse dos valores do Cartão Escolar às empresas locais e cobranças indevidas de taxas nas maquininhas. (Foto: Divulgação)

A Câmara de Vereadores de São José do Cedro realizou um encontro com a Secretaria de Educação, comerciantes credenciados e a empresa responsável pelo Cartão Escolar para tratar das falhas registradas no primeiro ano de funcionamento do programa.

Segundo o vereador e professor Alisson Bravaresco (PP), a implementação do cartão gerou problemas logo nos primeiros meses devido ser o primeiro ano ainda da implementação do projeto no município. Entre as queixas, estavam atrasos no repasse dos valores às empresas locais e cobranças indevidas de taxas nas maquininhas: “Teve comércio que demorou para receber o repasse da empresa terceirizada. Isso gerou preocupação”, afirmou.

A demanda foi levada inicialmente à Câmara de Vereadores pela vereadora Tânia Gasperin Dos Santos (MDB), da oposição, mas os vereadores da situação já vinham tratando do assunto com a Secretaria de Educação. Após repetidas citações nas sessões, decidiu-se por uma reunião ampliada para esclarecer os pontos críticos diretamente com a empresa vencedora da licitação.

Participaram do encontro os vereadores Mauro Weber (PP), Tânia e o professor Alisson, os três com vínculo direto com a área da educação, além da secretária de educação Márcia Helena Demossi, equipe de licitações e dos representantes dos estabelecimentos comerciais que operam com o Cartão Escolar. Um funcionário da empresa, sediada em Florianópolis-SC, veio ao município para prestar esclarecimentos.

Para o vereador Alisson, a presença direta da empresa foi determinante: “Muitas vezes o contato virtual não resolve. Ter o representante aqui facilita e agiliza as soluções”, disse Alisson. Ele reforçou que a maior dificuldade dos comerciantes era justamente o acesso ao suporte da empresa.

O vereador destacou que o programa é positivo e fortalece o comércio local, já que permite às famílias escolherem materiais e uniformes dentro do município: “Antes, empresas de fora ganhavam a licitação e o dinheiro saía daqui. Agora o recurso fica no comércio cedrense”, explicou. Com mais de 1.500 alunos atendidos pela rede municipal, ele reconhece que intercorrências são naturais no primeiro ano de um programa dessa dimensão.

A empresa admitiu falhas no processo e se comprometeu a corrigir os pontos levantados. A Secretaria de Educação reforçou a preocupação com o tema: “Foi uma reunião bastante produtiva porque conseguimos alinhar tudo o que precisava ser modificado”, avaliou o vereador.

Ele afirma que a expectativa é de que as soluções comecem a aparecer nas próximas semanas e reforça que vereadores e Educação seguem à disposição de comerciantes e famílias para encaminhar novas demandas.

 

 

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