12/02/2016 às 09h53min - Atualizada em 12/02/2016 às 09h53min

Coopertradição realizou Pré-Assembleia em Palma Sola

Destaque para programa de fidelização dos associados que em 2015 devolveu mais de R$ 5 milhões aos cooperados

Palma Sola
ASO/Igor Vissotto

Foi realizada na semana passada (dia 2) em Palma Sola a Pré-Assembleia da Cooperativa Agropecuária Tradição – Coopertradição. Estiveram presentes o presidente da entidade, Julinho Tonus, gerente da unidade de Palma Sola, Valdecir Barbieri, demais colaboradores e associados.

Atualmente a cooperativa conta com 1.245 associados e na ocasião foram apresentados dados quanto ao que foi previsto e realizado em 2015, faturamento por entreposto, venda de sementes, recebimentos, investimentos, financiamentos, avaliação patrimonial, programa de fidelização, faturamento e resultados.

 Conversamos com o presidente da Coopertradição. Confira:

 

O ano de 2015 foi um ano de recessão econômica no país. O agronegócio se manteve resistente. A Coopertradição sofreu com a crise econômica?

O agronegócio é a bola da vez porque o povo tem que se alimentar. No Brasil 58% do PIB foi do agronegócio, é fantástico. No Paraná tenho números mais atualizados que 48% de todo o PIB são das cooperativas. Vejo que esta é a grande essência: um mercado do cooperativismo.

Temos um grupo seleto onde o produtor tem que fazer um trabalho muito legal para o cooperado entender e participar, e também repartir essas sobras. A Coopertradição teve um resultado fantástico, hoje mais de R$ 5 milhões voltaram para os produtores. Damos segurança, o agronegócio está num patamar muito bom.

Os ventos têm soprado muito para o nosso lado. É um momento bastante crítico no Brasil, de preocupação, mas vejo que a agricultura está dando um exemplo de trabalho, onde nós conseguimos a cada dia que passa agregar, com mais produtividade. O preço é consequência, mas tem nos ajudado bastante.

 

Então a Coopertradição não sofreu pela situação econômica...

Não tivemos problema nenhum, pelo contrário foi o melhor ano porque no agronegócio as produtividades foram maiores, os preços foram melhores e as rentabilidades dos cooperados foram boas. Tivemos problemas de juros altos, mas não foi tão grande, não faltou dinheiro para a agricultura, pois os preços foram bons.

Este ano, 2016, me preocupa um pouco, pois vemos que o dinheiro está ficando curto para o nosso cooperado pegar no banco. O juro subiu de 6,5% pra 8,75%. Acho que em 2016 vamos ter menos dinheiro para a agricultura, o produtor vai ter que tentar fazer a lavoura com uma parte em recursos próprios, na parte máquinas, se não consegue comprar uma máquina financia, porque o governo não tem dinheiro. Estamos estáveis com juros a 6,5%, mas o governo já não tem mais essas linhas de crédito e outros bancos estão falando em fazer mix.

 

Os associados conseguem gerir seus negócios com recursos próprios, ou precisam buscar dinheiro com o governo?

Temos números bons, na última safra 40% dos nossos cooperados compraram com recursos próprios, isso significa que o nosso cooperado estava capitalizado. Comprou numa hora boa, cedo e com dólar barato, fez um custo de lavoura fantástico. Já 38% foram em bancos pegar dinheiro, então 78% já foi ali, os outros 22% a cooperativa bancou com recursos próprios. Nós temos linha de crédito onde pegamos do governo federal e fizemos permuta de grão, alavancamos em reais um juro subsidiado.

Tenho viajado bastante e visto modelos de cooperativismo. O que temos que fazer no Brasil é buscar agregar valor ao produto. Se a cooperativa proporcionar como, por exemplo, ao pequeno produtor de leite, agregar valor e industrializar esse produto. O milho agregar no subsídio vejo grandes mudanças. Mas quando olhamos nosso governo federal, eles não têm um pingo de responsabilidade, não temos logística. A grande preocupação da cooperativa não é o grande produtor, é o pequeno e médio. O segredo não é comprar mais terras, é fazer mais com menos.


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