5ª Conferência Municipal debate os direitos infantojuvenil

A 5ª Conferência Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, reuniu os palmassolenses, para discutir à garantia de direitos e o fortalecimento das políticas para o público infantojuvenil

Por Ruthe Kezia

A programação que marcou o encerramento das ações do Maio Laranja, contou com palestra da assistente social Thaís Bortoluzzi, profissional que atua na gestão de políticas públicas. (foto: Ana Antonelli)

Palma Sola promoveu na manhã da última terça-feira, dia 26, a 5ª Conferência Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente. O evento aconteceu no Centro de Eventos Jacob Zandoná, e reuniu crianças, adolescentes, autoridades, profissionais da rede de proteção, representantes da sociedade civil e comunidade em geral, para discutir propostas voltadas à garantia de direitos e ao fortalecimento das políticas públicas para o público infantojuvenil.

A presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA), Alessandra Ardenghy, destacou a participação expressiva de crianças e adolescentes, principal objetivo da conferência: “Estamos muito felizes porque estamos com a participação massiva de crianças e adolescentes. Nosso objetivo é que a conferência seja feita para eles e por eles, que ajudem a construir esse momento”, afirmou.

A programação contou com palestra da assistente social Thaís Bortoluzzi, profissional que atua na gestão de políticas públicas. Segundo Alessandra, a conferência foi aberta ao público, com convites especiais encaminhados às escolas municipais e estaduais, conselheiros tutelares, autoridades e entidades que integram a rede de proteção.

Ela ressaltou que a principal importância do evento é garantir um espaço coletivo de participação popular: “É um momento em que a comunidade pode trazer propostas e discutir ações voltadas ao sistema de garantia dos direitos da criança e do adolescente”, explicou.

A realização da conferência marcou o encerramento das ações do Maio Laranja no município, campanha de combate ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes. Durante todo o mês, foram promovidas rodas de conversa, orientações com famílias e atividades nas oficinas e serviços de convivência.

Entre as ações, uma estagiária de psicologia conduziu orientações sobre como identificar sinais de abuso e como proceder diante de relatos. Já os debates com crianças e adolescentes foram realizados pelos próprios professores e monitores, que acompanham os grupos diariamente.

Para Alessandra, a informação é a principal ferramenta de combate à violência:

“As crianças e adolescentes precisam conhecer os sinais para conseguir identificar situações de abuso. E os pais, professores e toda a população precisam saber como agir e onde procurar ajuda”, destacou.

Durante a conferência, os participantes elaboraram propostas que serão encaminhadas para a etapa estadual. O município ainda escolherá dois delegados para representar Palma Sola na Conferência Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente, sendo um adolescente e um representante do CMDCA.

O prefeito Marcio Sansigolo participou da abertura e reforçou a importância de ouvir as demandas dos jovens. Segundo ele, o momento serve para que as crianças e os adolescentes expressem suas necessidades, opiniões e expectativas sobre temas como educação, lazer, trabalho e qualidade de vida: “Hoje é o dia deles falarem o que querem para o município, quais são as dificuldades e os desejos deles. A Administração precisa ouvir para ajudar no que for necessário, tanto em nível municipal quanto buscando apoio estadual e federal”, afirmou.

O prefeito ressaltou a importância da Educação e da participação dos jovens na construção do próprio futuro: “Nós precisamos oferecer transporte, escolas e materiais de qualidade, mas eles precisam ter vontade de estudar, porque é através disso que terão mais oportunidades e dignidade”, pontuou.

A secretária de assistência social, Nadia Calegari Folador, destacou que a conferência representa um espaço democrático de escuta e transformação social. Em sua fala, ela incentivou os jovens a participarem ativamente dos debates e reforçou que suas opiniões têm impacto direto na construção de políticas públicas: “Historicamente, os adultos decidiram o futuro das crianças e adolescentes sem perguntar o que eles pensavam. Hoje isso mudou. O Estatuto da Criança e do Adolescente garante que eles são cidadãos do presente, com voz e participação”, enfatizou. Ainda conforme Nadia, as propostas debatidas durante a conferência poderão seguir para as próximas etapas estaduais e nacionais, contribuindo para mudanças em todo o país.

 

Encontrou algum erro? Clique aqui Receba as notícias do Portal Sentinela do Oeste no seu telefone celular! Faça parte do nosso grupo de WhatsApp através do link: https://chat.whatsapp.com/EFKEYeuj7g4GAIoNEfPdgW?mode=r_c
Siga nosso Instagram: https://www.instagram.com/jornalsentineladooeste/