Campo Erê sedia debate sobre praga agrícola

Seminário Amaranthus Palmeri, realizado em Campo Erê, orienta sobre identificação e controle do caruru gigante, o evento reuniu produtores, técnicos, pesquisadores e órgãos públicos

Por Ana Antonelli

Campo Erê sediou o seminário por ser uma das regiões com registro de focos do Amaranthus Palmeri. O encontro fortaleceu as orientações e o trabalho conjunto para controle e prevenção da planta invasora. (Foto: Ana Antonelli)

Campo Erê sediou na última semana, um seminário voltado ao combate do Amaranthus Palmeri, popularmente conhecido como caruru gigante, planta considerada uma ameaça às lavouras por seu alto potencial invasor. O encontro reuniu representantes da pesquisa, universidades, indústrias, assistência técnica, produtores rurais e órgãos de defesa agropecuária para discutir formas de identificação, controle e prevenção da disseminação da planta.

A presidente da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), Celles Regina de Matos, destacou que o município foi escolhido para sediar o evento por ter registrado um foco da planta, que foi rapidamente monitorado pelas equipes responsáveis: “Estamos aqui em Campo Erê, no extremo oeste de Santa Catarina, em um seminário que trata do combate ao Amaranthus Palmeri. Reunimos universidade, indústrias, técnicos, produtores rurais, forças do governo e pesquisa para conhecer mais sobre essa planta, entender como controlar e orientar para que, em caso de suspeita, a Cidasc seja acionada”, afirmou.

Segundo ela, a atuação conjunta entre as instituições permitiu conter o foco identificado no município. Após o primeiro registro, foram realizadas ações de fiscalização e levantamento em propriedades próximas para evitar a expansão da planta.

O agrônomo da Cidasc, Diogo Antônio Deoti, explicou que o monitoramento de pragas e plantas invasoras já faz parte das atividades realizadas pelo órgão desde 2017. Durante uma dessas ações, o foco inicial do Amaranthus Palmeri foi encontrado em Campo Erê, dando início às medidas de controle: “Foi realizado aqui no município todo um levantamento nas propriedades ao redor, garantindo que essas áreas estivessem livres e permanecessem livres com as atividades realizadas”, explicou.

De acordo com o agrônomo, a planta pode causar prejuízos principalmente em culturas como soja e milho, pois compete diretamente por água, luz, nutrientes e espaço, podendo comprometer o desenvolvimento das lavouras.

O profissional alertou sobre as formas de disseminação da espécie, que possui sementes de fácil transporte, podendo ser levadas por máquinas agrícolas, resíduos de lavouras, fertilizantes e até alimentação animal: “A comunidade precisa conhecer essa planta, saber identificar e chamar a Cidasc e os outros órgãos. Esse não é um problema apenas de Santa Catarina ou de Campo Erê, é um desafio brasileiro e mundial”, destacou Deoti.

A Cidasc reforçou durante o seminário a importância da participação dos produtores rurais no monitoramento, já que a identificação rápida de novos focos aumenta as chances de controle e preserva a produtividade agrícola da região.

 

 

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