O Sistema Único de Saúde (SUS) passou a oferecer o implante contraceptivo intradérmico Implanon em Flor da Serra do Sul, é um pequeno bastão de plástico flexível usado como método anticoncepcional de alta eficácia, ampliando as opções de prevenções disponíveis para as mulheres do município. O método, considerado de longa duração, é disponibilizado mediante consulta médica e de enfermagem, seguindo critérios estabelecidos pelo Ministério da Saúde.
De acordo com a enfermeira da Clínica da Mulher, Diana Silvestro, o Implanon chegou ao município há pouco mais de um mês e, desde então, a equipe de saúde vem passando por capacitações para realizar a inserção do dispositivo. Atualmente, além do ginecologista, a própria enfermeira está habilitada para realizar o procedimento e outro médico deverá concluir a capacitação nos próximos dias.
Segundo Diana, o implante permanece ativo por três anos no Brasil, embora alguns países já adotem a utilização por até cinco anos. Por ser um método contraceptivo de longa duração, a indicação leva em consideração o planejamento reprodutivo de cada paciente.
Avaliação antes da inserção
Antes da colocação do implante, a paciente passa por uma consulta detalhada. Durante o atendimento são avaliados idade, histórico familiar, presença de doenças crônicas e outras condições de saúde. Além disso, é necessário que o exame preventivo esteja em dia, além da realização de teste de gravidez e testes rápidos para HIV, sífilis e hepatites B e C.
Outro ponto analisado é a presença de sangramento fora do período menstrual ou após relações sexuais. Nesses casos, a investigação da causa é realizada antes da indicação do método.
A enfermeira explica que a avaliação segue critérios técnicos divididos em quatro categorias. Na categoria 1, a mulher pode utilizar o método sem restrições. Na categoria 2, o benefício é considerado maior que o risco. Já nas categorias 3 e 4, o uso depende de indicação médica específica ou é contraindicado.
Benefícios e possíveis efeitos
Por utilizar apenas um hormônio, o Implanon pode ser uma alternativa para mulheres que possuem contraindicação ao uso de anticoncepcionais combinados, como alguns casos de hipertensão, diabetes, obesidade, trombose e outras condições clínicas.
Entre os benefícios, Diana destaca a redução das cólicas menstruais e o auxílio no tratamento da endometriose. Ela explica ainda que cerca de 80% das mulheres deixam de menstruar durante o uso do implante.
Assim como outros métodos hormonais, entretanto, podem ocorrer efeitos adversos, principalmente nos primeiros meses de adaptação. Os mais comuns são sangramento irregular, dor de cabeça, tontura, aumento da sensibilidade mamária, alterações na pele e variações de humor.
Procura pelo método
Conforme Diana Silvestro, desde a chegada do Implanon ao município, a procura pelo novo contraceptivo já começou. Aproximadamente 14 mulheres já receberam o implante após passarem por todas as etapas de avaliação.
A enfermeira reforça que o dispositivo não é colocado apenas por solicitação da paciente. A indicação depende da análise clínica realizada durante a consulta, garantindo que o método seja seguro e adequado para cada mulher.
O implante é inserido na parte interna do braço com anestesia local, em um procedimento rápido realizado por profissional capacitado na rede municipal de saúde.