20/02/2016 às 10h19min - Atualizada em 20/02/2016 às 10h19min

Sonho: Disputar o Arena Cross

O jovem Cristian, 15 anos conquistou no ano passado o 5º lugar na categoria 85cc do Campeonato Paranaense de Motocross

Flor da Serra do Sul

Filho único do casal Silvana Fátima Pimentel e Lindemar Gomes (Dentinho), Cristian Gustavo Gomes, 15 anos, é de Flor da Serra do Sul e sonha em se tornar um piloto profissional de motocross e disputar títulos nacionais. No ano passado o jovem conquistou o 5º lugar na categoria 85cc do Campeonato Paranaense de Motocross e busca o título neste ano.

O amor pelo motocross foi passado do pai, Dentinho, que agora é seu instrutor. Cristian começou a andar de moto em 2008, quando tinha oito anos. “Era uma moto pequena, porque se fosse grande eu nem conseguia colocar o pé no chão”, recorda sorrindo o piloto que completará 16 anos em abril. Ainda em 2008 Cristian competiu pela primeira vez, na Copa Paraná. “Fiquei em 2º lugar, na categoria minimoto, eram cinco pilotos”, lembra.

Com domínio sobre o esporte que é estudado pelo jovem e seu pai, Cristian explica que as copas em que participa servem atualmente como treinos. “Eu não tenho grandes dificuldades nas copas, mas quando você corre cada vez fica melhor. Meu foco é realmente conquistar o título do Campeonato Paranaense e conseguir patrocínio para chegar futuramente ao Campeonato Nacional de Motocross, o Arena Cross”, explica Cristian afirmando que seu sonho como profissão é viver como piloto de motocross. “Já sou piloto profissional por causa da categoria e dos campeonatos que participei”, diz.

Atualmente o jovem compete na categoria 85cc – até 16 anos. “Eu tenho duas motos, uma de treino e outra de competições, ela é mais preparada, pois é modificada e adaptada para corridas, tem uma suspenção melhor. Ambas as motos são Honda CRF 150R, ano 2008 do tipo moto off road e estão sempre revisadas”, comenta Cristian explicando que para permanecer nos campeonatos é preciso se destacar. “Para participar do Campeonato Nacional é preciso ser convidado, você tem que ficar bem colocado no estadual e buscar patrocínio, alguém que acredite em você”, enfatiza Cristian. O piloto conta atualmente com o patrocínio da empresa da família, de Flor da Serra do Sul, Faksul e Favorita Indústria de Confecção.  

“Tenho muito orgulho de falar que meu pai me patrocina, é meu treinador e incentivador. Ele deixou de correr para se dedicar a mim. É um gasto alto e busco a cada treino, corrida e competição ficar melhorar, ter bons resultados. É um sonho que compartilhamos”, disse agradecendo o apoio que recebe da família. Os resultados e títulos que recebeu até o momento nem chegaram a cobrir os custos que o piloto tem com o esporte. “O local mais longe onde fui até hoje para competir foi em Ponta Porã, fizemos 700 quilômetros. Sempre vamos eu, meu pai e mãe. Temos uma van e dormimos acampados. Eles sempre estão comigo”, conta. A família conta ainda com um ônibus que serve para transportá-los aos campeonatos mais próximos. “É mais confortável, mas não rápido. Por isso quando é longe vamos de van”, diz.

Para se preparar para o Campeonato Paranaense que acontece dia 13 de março, em Cascavel, Cristian está treinando atualmente duas vezes por semana. “Mas quando a competição se aproximar mesmo treino quase que diariamente, por uma hora e meia. Ainda faço atividade aeróbica para melhorar a performance. Estar com uma boa capacidade física determina 50% do desempenho do piloto na corrida”, assegura o profissional. O Campeonato Paranaense terá seis etapas sendo que a última ocorre em meados de novembro.

O atleta já sofreu algumas fraturas que o impossibilitou de competir. Em 2013 quando estava em 6º lugar no Paranaense fraturou a tíbia (canela). “Foi a primeira vez que competi no Paranaense. E foram as únicas vezes que me machuquei sério, nas outras foram apenas luxações, lesões e hematomas. Já perdi as contas de quantas vezes caí ”, recorda. Em 2014 o jovem voltou a fraturar a tíbia, mesmo competindo somente metade do campeonato conquistou o 7º lugar. “Não foi no mesmo lugar, mas igual acabei não podendo correr em algumas etapas porque tinha que me recuperar”, lamenta. Sendo assim por completar 16 neste ano está é a última vez que Cristian compete nesta categoria. “Por isso estou me dedicando”, afirma.

As categorias acompanham as idades dos pilotos, sendo que a próxima para o jovem, em 2017, é a MX2. “Eu ganhei do meu pai a moto dele, que é uma Kawasaki 250cc, ano 2015. Eu eventualmente treino com ela, para ir me adaptando, mas sinto que ela me desafia”, admite. “É uma moto boa, tenho responsabilidade. Muitos pensam que correr é brincadeira, mas é sério para mim. Me esforço ao máximo para retribuir e buscar bons resultados”, garantiu.

Sobre o amor pela velocidade o jovem conta que a sensação é única. “Eu corro sempre pensando na vitória e em subir no pódio. Sempre penso que vou ganhar e busco isso”, afirma. Os pais, Dentinho e Silvana também agradecem ao filho pelo exemplo de determinação. “Ele enfrenta dificuldades e têm nossa confiança. É sempre um prazer e orgulho ver o jeito que ele leva a sério o esporte e continua evoluindo. Agradecemos ao filho único que temos”, declararam os pais. 


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