A Secretaria Municipal de Saúde de Campo Erê ampliou a equipe de Vigilância em Saúde com a contratação de quatro novos Agentes de Combate às Endemias (ACEs). A medida foi adotada para atender ao crescimento do número de imóveis no município e fortalecer as ações de prevenção e controle de doenças, principalmente da dengue.
De acordo com a coordenadora de vigilância em saúde, Samara Ronchi, a ampliação da equipe foi necessária porque cada agente é responsável por aproximadamente mil imóveis urbanos. Atualmente, Campo Erê possui mais de cinco mil imóveis, o que exigiu o reforço no quadro de profissionais para garantir a cobertura das atividades.
Os novos agentes atuarão em todo o perímetro urbano do município, realizando visitas domiciliares para inspeção, identificando e eliminando criadouros do mosquito Aedes aegypti, além de serem responsáveis pela execução de bloqueios de transmissão, instalação e monitoramento de armadilhas, da orientação da população sobre medidas preventivas e aplicação de larvicidas, quando necessário.
Embora o foco principal seja o combate à dengue, os agentes desenvolvem ações relacionadas à prevenção de outras doenças e agravos, como chikungunya, leptospirose, hantavirose, febre amarela, leishmaniose, raiva e acidentes causados por animais peçonhentos.
Antes de iniciarem as atividades, os profissionais receberam orientações das agentes que já atuavam no município e ainda participarão de capacitações promovidas pela Regional de Saúde de Xanxerê-SC, conforme cronograma estabelecido.
A coordenadora reforça que a colaboração da população é essencial para o sucesso das ações. Entre as principais recomendações estão eliminar possíveis criadouros de mosquitos e roedores, evitar o acúmulo de lixo e resíduos orgânicos, manter terrenos limpos, caixas d'água e cisternas devidamente fechadas, além de permitir a entrada dos agentes para a realização das vistorias. Os profissionais podem ser identificados pelo crachá e colete oficiais do setor.
Segundo Samara, apesar do município não registrar casos confirmados de arboviroses no momento, Campo Erê é considerado infestado pelo mosquito Aedes aegypti, o que exige vigilância permanente: "A prevenção depende de todos. Se cada um fizer a sua parte, com certeza teremos uma cidade protegida", destaca Samara.
Com o reforço na equipe, a expectativa da Secretaria de Saúde é intensificar o combate ao mosquito transmissor, evitar a disseminação do Aedes aegypti e reduzir o risco de transmissão das doenças endêmicas no município.