Fossa ecológica é implantada em São José do Cedro

Sistema desenvolvido em parceria com o SEMAE, a ARIS, e a EPAGRI, que buscam ampliar o saneamento básico na área rural, reduzir custos de manutenção e garantir o tratamento adequado do esgoto.

Por Rayne Chagas

Fossa ecológica é implantada em São José do Cedro
Primeira fossa ecológica foi instalada próximo ao britador do Pagnosati e servirá como projeto-piloto para avaliar a viabilidade da expansão do sistema no município.(Foto: Divulgação)

O Serviço Municipial de Água e Esgoto (SEMAE), deu início à implantação de um sistema de fossa ecológica como alternativa para o tratamento de esgoto na área rural. A iniciativa é resultado de uma parceria entre o SEMAE, a Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural (EPAGRI) e a Agência Reguladora Intermunicipal de Saneamento (ARIS) e tem como objetivo ampliar o acesso ao saneamento básico de forma sustentável e com menor custo para os moradores.

De acordo com o diretor geral do SEMAE, Flávio Dockhorn, a implantação atende às metas de ampliação do saneamento, que preveem a adequação dos sistemas de esgoto nas comunidades rurais até 2033. A proposta busca oferecer uma solução eficiente para o tratamento dos resíduos domésticos, contribuindo para a preservação ambiental e a melhoria da qualidade de vida das famílias.

O funcionamento da fossa ecológica é considerado simples. O sistema utiliza caixas d'água para realizar a decantação dos resíduos e conta com o cultivo de plantas, como o vime, que auxiliam na etapa final do tratamento. Após a instalação, a estrutura praticamente não gera custos de operação para o proprietário.

Uma das principais vantagens em relação ao modelo convencional de fossa, filtro e sumidouro está na manutenção. Enquanto o sistema tradicional exige a retirada do lodo, em média, uma vez por ano, a fossa ecológica necessita dessa limpeza apenas entre 10 e 15 anos após sua implantação, reduzindo significativamente os gastos para o contribuinte.

A primeira unidade foi instalada nas proximidades do britador do Pagnosati, e funciona como projeto-piloto. A intenção é acompanhar o desempenho da tecnologia antes de ampliar sua utilização em outras propriedades rurais do município.

Segundo Flávio, o projeto ainda está em fase de estudos para definir os critérios de seleção dos beneficiários. A expectativa é que, futuramente, o sistema possa ser disponibilizado prioritariamente para famílias de baixa renda e em situação de maior vulnerabilidade social, facilitando a adequação ao sistema de tratamento de esgoto com uma alternativa de baixo custo e ambientalmente correta.

 

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