Cedrense tem projeto para gestantes surdas premiado pelo IGK

Projeto que tem participação de Vanessa Rizzotto, moradora de São José do Cedro, acompanha gestantes surdas e promove comunicação, informação e autonomia durante a gravidez e o parto

Por Rayne Chagas

Reconhecimento do Instituto Guga Kuerten destaca iniciativa voluntária que utiliza a Libras para garantir que mulheres surdas compreendam procedimentos e participem das decisões sobre o nascimento. (Foto: Divulgação)

O projeto Libras no Parto, que conta com a atuação da cedrense Vanessa Rizzotto, foi reconhecido no Prêmio IGK, A Grande Jogada Social, promovido pelo Instituto Guga Kuerten. A iniciativa realiza, de forma voluntária, o acompanhamento de mulheres surdas durante a gestação e o parto, contribuindo para ampliar a acessibilidade no atendimento à saúde.

Além de Vanessa, integram o projeto Juliana Pereira, Fabi Albuquerque e Aline Iolanda. O trabalho utiliza a Língua Brasileira de Sinais (Libras) para garantir que as gestantes possam compreender os procedimentos realizados, tirar dúvidas, expressar medos e desejos e participar das decisões relacionadas ao nascimento dos filhos.

A proposta surgiu diante de uma dificuldade ainda enfrentada por pessoas surdas nos serviços de saúde: a barreira de comunicação. No caso das gestantes, essa limitação pode dificultar o acesso a informações importantes e comprometer a autonomia em momentos decisivos da gravidez e do parto.

Ao longo da atuação, o Libras no Parto já acompanhou diferentes mulheres e famílias, oferecendo suporte em Libras durante esse período. A presença de profissionais capazes de estabelecer essa comunicação permite que a gestante tenha maior compreensão sobre o que está acontecendo e possa se manifestar de maneira efetiva.

 

Reconhecimento

Para Vanessa, a premiação representa uma conquista de toda a equipe envolvida no projeto e reforça a importância de iniciativas voluntárias voltadas à inclusão e à acessibilidade.

O reconhecimento pelo Instituto Guga Kuerten dá visibilidade ao trabalho desenvolvido pelo grupo e à necessidade de ampliar o acesso das gestantes surdas a um atendimento de saúde que respeite suas particularidades.

Por meio da Libras, o projeto busca fazer com que a chegada de um bebê seja vivenciada com mais informação, segurança e participação, garantindo às mães surdas o direito de compreender e decidir sobre os cuidados relacionados à própria gestação e ao parto.

 

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