O mês de agosto foi marcado por ações de conscientização, inclusão e valorização das pessoas com deficiência. Durante o período, a APAE de Campo Erê promoveu atividades com educandos, escolas, empresas, comércio e comunidade, buscando ampliar o diálogo sobre respeito, diversidade e igualdade.
A programação começou com visitas aos estabelecimentos comerciais. Professores e educandos foram até os locais para apresentar a campanha e convidar os comerciantes a abraçarem a causa, utilizando a cor laranja na decoração das vitrines e compartilhando as ações nas redes sociais.
Segundo a diretora da instituição, Pamela Munis Mapelli, além das visitas aos comércios os alunos e professores da APAE visitaram escolas de Campo Erê para conversar com crianças e adolescentes sobre inclusão, diversidade e a importância de respeitar as pessoas com deficiência.
Um dos principais momentos do Agosto Laranja foi a caminhada, a atividade reuniu educandos, profissionais da APAE, familiares, representantes de escolas municipais e estaduais, idosos, cooperativas e integrantes da comunidade.
No trajeto teve músicas e mensagens relacionadas à inclusão e à diversidade, já chegando na APAE houve apresentações, falas e uma atividade simbólica de pintura das mãos. A proposta foi representar as diferenças entre as pessoas e, ao mesmo tempo, reforçar a importância de construir uma sociedade em que todos tenham espaço e se sintam pertencentes.
Para Pamela, levar a caminhada até a sede da APAE foi significativo, pois permitiu que a comunidade conhecesse de perto o trabalho desenvolvido pela instituição.
Pamela reforça que a APAE não trabalha apenas com cuidados. Os educandos participam de atividades planejadas, oficinas e projetos voltados ao desenvolvimento da autonomia e de habilidades para a vida cotidiana. Entre as atividades estão oficinas de culinária, costura, biscuit, horta e produção de chás. Na horta, por exemplo, os educandos participam de diferentes etapas, desde o plantio até a colheita e a venda dos produtos.
Para a diretora, momentos como esse contribuem para a autonomia e proporcionam experiências que nem todos os educandos têm a oportunidade de vivenciar fora da instituição: “Você vê a felicidade deles lá e isso paga qualquer esforço que a gente faz”, relata Pamela.
Pamela explica que a APAE possui despesas que vão além do pagamento dos profissionais. A instituição atende atualmente 170 alunos e precisa custear itens como alimentação, água, energia elétrica, materiais e pequenos reparos. Por isso, ações como pedágios, feiras, bailes e a tradicional feijoada são importantes para complementar os recursos.
Ao final do Agosto Laranja, a APAE reforça o convite para que a comunidade conheça o trabalho desenvolvido no local. Para Pamela, a aproximação é fundamental para combater preconceitos e permitir que as pessoas conheçam as capacidades dos educandos.
A diretora ressalta que o compromisso com a inclusão precisa ultrapassar as ações realizadas durante o mês de agosto e fazer parte da rotina da sociedade. Para ela, conhecer, conviver e respeitar são passos fundamentais para construir uma comunidade mais inclusiva.