Equipe da UBS participa de capacitação em auriculoterapia

Profissionais da saúde de Palma Sola participaram de uma capacitação do Ministério da Saúde e da UFSC para ampliar o acesso dos usuários do SUS às Práticas Integrativas e Complementares

Por Ana Antonelli

Adriane, Edite e a médica Gabriela participaram da capacitação em auriculoterapia, realizada em Florianópolis-SC, fortalecendo a qualificação da equipe da UBS para ampliar as práticas integrativas no município. (Foto: Divulgação)

A equipe da Unidade Básica de Saúde (UBS) de Palma Sola participou, na última sexta-feira, dia 11, em Florianópolis-SC de uma capacitação em auriculoterapia, prática integrativa e complementar que pode ser utilizada como recurso de apoio aos cuidados em saúde. Participaram da formação a enfermeira Adriane Somavilla Draeger, Edite Maria Cirino e a médica Gabriela Melia Zanatta.

O curso foi idealizado pelo Ministério da Saúde, por meio da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), e teve como objetivo capacitar profissionais de nível superior que atuam na atenção básica para a utilização da auriculoterapia.

A formação buscou ampliar o acesso dos usuários do SUS às Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS), além de qualificar os profissionais para o uso da técnica. A proposta considera a inserção das PICS na atenção básica como forma de contribuir para a prevenção de agravos, promoção e recuperação da saúde, dentro de um cuidado continuado, humanizado e integral.

A capacitação teve 75 horas, distribuídas em cinco módulos, com atividades teóricas e teórico-práticas realizadas ao longo de cinco semanas. A etapa presencial teve cinco horas de duração. Entre os conteúdos abordados estiveram a implantação das PICS e suas potencialidades, além da auriculoterapia sob as perspectivas da reflexologia, medicina tradicional chinesa e neurociências.

Em Palma Sola, a técnica já é utilizada por profissionais capacitados da UBS em grupos de tabagismo, gestantes, eMulti e outras atividades. Somente profissionais certificados podem atuar com auriculoterapia.

Os atendimentos são realizados conforme a disponibilidade dos profissionais ou de grupos específicos. Os pacientes podem ser direcionados por outros profissionais da unidade ou realizar o agendamento, sem necessidade de encaminhamento.

Segundo Adriane, a equipe pretende ampliar a oferta da prática para alcançar o maior número possível de moradores. Ela ressalta, porém, que a auriculoterapia é uma terapia complementar e não substitui tratamentos médicos.

A técnica tem sido utilizada em diferentes contextos de atenção à saúde por sua praticidade, segurança e baixo custo. Na atenção básica, pode servir como recurso complementar no manejo de condições como dores musculoesqueléticas e distúrbios do humor.

 

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