A Unidade Básica de Saúde (UBS) de Guarujá do Sul passou a disponibilizar o Implanon, método contraceptivo hormonal de longa duração. O procedimento é realizado pela médica Paloma Maldonado e pelo médico João Dornelles, profissionais capacitados para a inserção e retirada do implante.
Segundo Paloma, o Implanon consiste em um pequeno bastão colocado sob a pele do braço, uma das características do método é a praticidade. Após a colocação, não é necessário lembrar diariamente da contracepção, como ocorre com a pílula. O implante é reversível e pode ser retirado quando houver desejo da mulher ou indicação médica.
De acordo com a médica, o Implanon apresenta 99,95% de efetividade e é considerado um dos métodos contraceptivos mais eficazes. A fertilidade tende a retornar rapidamente após a retirada.
No Brasil, o implante oferece proteção contra a gravidez por até três anos. Após esse período, é necessária a retirada e, caso a mulher queira continuar utilizando o método, a colocação de um novo dispositivo.
Paloma explica que uma das principais mudanças observadas após a implantação está relacionada ao ciclo menstrual. Algumas mulheres podem apresentar sangramentos irregulares, escapes, períodos mais prolongados ou passar algum tempo sem menstruar.
Essas alterações ocorrem devido à ação do etonogestrel sobre a ovulação e o endométrio. A médica destaca que as mudanças no padrão menstrual são relativamente comuns, principalmente nos primeiros meses, e não significam necessariamente a existência de um problema.
Após a inserção, a paciente recebe orientações sobre os cuidados com o local, o período necessário para o início da proteção contraceptiva e os possíveis efeitos do método. A orientação é que seja realizada uma reavaliação após sete dias.
O Implanon começa a oferecer proteção contraceptiva a partir do sétimo dia após a inserção. A indicação é individualizada e deve considerar as condições de saúde e as características de cada mulher.
Entre as situações que podem impedir o uso estão gravidez ou suspeita de gravidez, trombose venosa ativa, câncer de mama atual, determinados tumores hepáticos, alguns cânceres sensíveis a hormônios, sangramento vaginal sem diagnóstico e alergia ao etonogestrel ou aos componentes do implante.
A médica orienta que mulheres interessadas procurem a UBS de referência para uma consulta com profissional capacitado. Durante o atendimento, são avaliadas as condições de saúde, as opções contraceptivas disponíveis e a adequação do método para cada caso.
A paciente deve procurar atendimento diante de dor intensa ou persistente no braço, vermelhidão ou inchaço importante, secreção no local, febre, alteração da sensibilidade ou dificuldade para movimentar o braço. Sangramento vaginal muito intenso ou persistente, dor abdominal importante, suspeita de gravidez ou dificuldade para sentir o implante na região de inserção são outros sinais que exigem avaliação.
Paloma reforça que o Implanon não protege contra HIV e outras infecções sexualmente transmissíveis. Para essa finalidade, o uso do preservativo continua sendo necessário.