Jorginho Mello é reeleito em Santa Catarina
PL lidera as eleições em Santa Catarina, o partido elege sete dos 16 deputados federais e conquista maioria das cadeiras entre os 40 deputados estaduais eleitos; Jorginho Mello é reeleito governador
Santa Catarina definiu os representantes para os próximos quatro anos. Jorginho Mello foi reeleito governador, enquanto PL garantiu a maior bancada na Câmara dos Deputados e na Assembleia Legislativa. (Foto: IA)
Santa Catarina definiu neste domingo, dia 4, quem comandará o Executivo estadual pelos próximos quatro anos. Jorginho Mello (PL) foi reeleito governador com 2.942.386 votos, correspondentes a 68,98% dos votos válidos.
Jorginho disputou a eleição pela coligação Fé no Trabalho e Pé na Tábua, formada por Avante, Agir, DC, PSDB, Cidadania, Novo, Republicanos, Podemos e PL. O vice-governador eleito é o empresário Adriano Silva (Novo).
Natural de Ibicaré-SC, Jorginho Mello tem 70 anos. Antes de chegar ao Governo do Estado, foi deputado estadual, deputado federal e senador. Formado em Direito e Estudos Sociais, atuou como diretor do Banco do Estado de Santa Catarina (Besc).
Carol de Toni e Carlos Bolsonaro são eleitos ao Senado
Na disputa pelas duas vagas de Santa Catarina no Senado Federal, foram eleitos Carol de Toni e Carlos Bolsonaro.
Caroline Rodrigues de Toni nasceu em Chapecó-SC, em 1986. Advogada, é formada em Direito pela Universidade Comunitária da Região de Chapecó (Unochapecó) e possui mestrado em Direito Público.
Carol de Toni iniciou a trajetória eleitoral em 2016, quando concorreu a vereadora em Chapecó-SC e ficou como suplente. Em 2018, foi eleita deputada federal por Santa Catarina e, em 2022, reeleita. Na Câmara dos Deputados, presidiu a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) em 2024.
A senadora eleita terá Geraldo Wetzel Neto (Novo) como primeiro suplente e Andrey Tomazi (PL) como segundo suplente. Após a confirmação do resultado, Carol de Toni comemorou a votação superior a 2 milhões de votos e afirmou que o resultado aumenta sua responsabilidade com a população catarinense.
Carlos Nantes Bolsonaro nasceu em Resende-RJ, em 1982. Formado em Ciências Aeronáuticas, iniciou a carreira política como vereador do Rio de Janeiro. Eleito pela primeira vez em 2000, exerceu sete mandatos consecutivos na Câmara Municipal do Rio, entre 2001 e 2025.
Filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, Carlos deixou a Câmara Municipal do Rio de Janeiro em 2025 e transferiu o domicílio eleitoral para Santa Catarina. Seus suplentes são Rafael Caleffi, primeiro suplente, e Balduino Rodrigues, segundo suplente, ambos do PL.
PL conquista sete vagas na Câmara
Santa Catarina também escolheu os representantes que ocuparão as 16 cadeiras do Estado na Câmara dos Deputados e as 40 vagas da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) pelos próximos quatro anos. Na eleição proporcional, o PL foi o partido com maior número de eleitos nas duas disputas.
Para a Câmara dos Deputados, o PL conquistou sete das 16 vagas. Julia Zanatta foi a candidata mais votada do Estado, com 560.223 votos, o equivalente a 13,15% dos votos válidos. Na sequência ficaram Ana Paula Lima (PT), com 201.377 votos, e Pedro Uczai (PT), com 164.389.
Além dos sete deputados do PL, o PT elegeu dois representantes. MDB, Novo, PCdoB, PSD, PP, Podemos e Republicanos conquistaram uma cadeira cada.
Os deputados federais eleitos foram Julia Zanatta (PL), Ana Paula Lima (PT), Pedro Uczai (PT), Jair Renan Bolsonaro (PL), Sargento Lima (PL), Pezenti (MDB), Gilson Marques (Novo), Giovana Mondardo (PCdoB), Julio Garcia (PSD), Daniela Reinehr (PL), Zé Milton (PP), Paulinha (Podemos), Zé Trovão (PL), Ricardo Guidi (PL), Daniel Freitas (PL) e Geovania de Sá (Republicanos).
Entre os candidatos que não conquistaram uma vaga estão Valdir Cobalchini (MDB), que recebeu 99.751 votos; Fabio Schiochet (União), com 80.382; Carla Ayres (PT), com 76.477; e Ismael dos Santos (PL), com 74.644.
A diferença ocorre porque a eleição para deputado federal segue o sistema proporcional. As cadeiras são distribuídas conforme o desempenho dos partidos e federações, considerando os votos recebidos pelos candidatos e os votos de legenda. Por isso, um candidato pode ter mais votos individualmente e, ainda assim, não ser eleito.
PL lidera votação para deputado estadual
Na Assembleia Legislativa, o PL conquistou a maior bancada entre os 40 deputados estaduais eleitos. Ana Campagnolo foi a candidata mais votada, com 387.523 votos, correspondentes a 9,04% dos votos válidos.
Luciane Carminatti (PT) ficou em segundo lugar, com 124.590 votos, seguida por Sérgio Guimarães (União), com 87.761, e Lucas Neves (Republicanos), com 82.706.
Entre os 40 eleitos, o PL aparece com 16 representantes. O MDB elegeu quatro deputados, enquanto PT, PSD, PP, Republicanos, União e Podemos conquistaram duas cadeiras cada. PSOL, Novo e PDT elegeram um representante.
A nova composição da Alesc inclui nomes como Guilherme Colombo, Massocco, Camilo Martins, Jessé Lopes, Carlos Humberto, Oscar Gutz, Delegado Ulisses Gabriel, Marcos da Rosa, Maurício Peixer, Juliana Maciel, Sorgatto, Wilian Tonezi, Bruno Souza, Chica do Eskudlark e Marcius Machado, todos do PL.
Pelo PT foram eleitos Luciane Carminatti, Jean Volpato, Fabiano da Luz, Neodi Saretta e Padre Pedro. O MDB terá Fernando Krelling, Mauro de Nadal, Jerry Comper e Tiago Zilli. Já o PSD contará com Clesio Salvaro, Mário Motta e Napoleão Bernardes.
Com a apuração concluída pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), os resultados para governador, Senado, Câmara dos Deputados e Assembleia Legislativa estão definidos para o próximo mandato.
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