30/07/2015 às 14h07min - Atualizada em 30/07/2015 às 14h07min

Fatos pitorescos de São José do Cedro

Histórias que parecem anedotas foram tiradas do livro do cedrense José Lario Zimmer

Redação
São José do Cedro
A foto de São José do Cedro na época da colonização está na capa do livro de José Lario Zimmer (foto:Divulgação)

Conforme consta no livro: Cedro, Uma Comunidade Que Deu Certo, escrito por José Lario Zimmer, o cedrense participou das principais iniciativas da comunidade através de ideias, sugestões e ações sempre visando o crescimento da comunidade com o cultivo do espirito comunitário. O munícipe trabalhou por muitos anos ativamente em seu cartório, e lá viveu muitas histórias, que lembra em seu livro. Selecionamos alguns delas nessa edição:

Chegou um certo “pai” para registrar o nascimento de um “filho” e como o registro não era lavrado na hora, porque dependia de inscrevê-lo à mão e depois extrair a sua certidão propriamente. Após o meio dia, veio um filho a cavalo, informar e pedir para trocar o nome do filho que o pai havia escolhido, porque eles já tinham um irmão com aquele nome. Lembro que isso aconteceu por duas vezes.

Certa vez veio um casal foi fazer uma procuração, mas como a esposa não podia vir junto, veio a esposa do vizinho, com a disposição de representar a esposa, assinando pela esposa ausente. Como eu conhecia aquelas pessoas, perguntei se eram casados, falaram que sim, daí perguntei se eram casados um com o outro, aí falaram que não. Expliquei então que isso não era permitido. Porém, eu sabia que as pessoas não faziam isso por maldade ou segundas intenções, era apenas por ingenuidade e falta de conhecimento.

Noutra oportunidade veio um cidadão registrar o seu filho. Como no registro deve constar a hora do nascimento e perguntado sobre o horário do nascimento, respondeu: É que lá na minha casa não temos relógio. – Coloque um horário bem bonito, assim perto da meia noite!

Nos primeiros dez anos foram feitos muitos registros fora do tempo. Um caso especial: Um casal já em idade avançada, com netos, porém não possuíam registro. Desta forma comecei a fazer o registro das três gerações. Não sabiam data de nascimento dos filhos, apenas aproximadamente a idade dos mesmos. Tínhamos então que fazer as contas e ele disse: Escolha o senhor uma data de nascimento que ache bonita. – Assim ajudei a escolher o aniversário de todos os registrados.

Um fato pitoresco: Veio um cidadão e disse que precisaria de uma orientação para determinado problema. Pedi então que relatasse o caso. Começou a falar e fez um amplo relato das suas dificuldades. Quando ele terminou o seu longo relato, disse: Muito obrigado pelo seu conselho, já sei agora o que devo fazer. Mas o inusitado da questão foi que eu não falei absolutamente nada, porque ele não abriu qualquer espaço. Acabei não entendendo o que havia acontecido, porém, cheguei a conclusão de que pelo fato dele ter contado o seu problema para alguém, a solução se despertou em sua mente.


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