06/07/2016 às 08h25min - Atualizada em 06/07/2016 às 08h25min

Estudantes da Unoesc desenvolvem campanha em apoio aos haitianos que vivem no Brasil

Os estudantes da pós-graduação de Marketing e Vendas da Unoesc São Miguel do Oeste estão desenvolvendo uma campanha social em apoio aos haitianos que vivem no Brasil. A campanha "Em busca de uma nova vida" tem o objetivo de informar e esclarecer os fatos sobre a vinda e a residência dos haitianos no País, além de promover a inclusão social.

            Nas redes sociais, a campanha ressalta que, décadas atrás, o Estado de Santa Catarina recebeu milhares de imigrantes, principalmente italianos e alemães, que também foram alvo de preconceito. No Facebook, os pós-graduandos relatam que todos são imigrantes ou dependentes dele e convidam as pessoas a contar a história de imigração de sua família. Para os estudantes engajados no projeto, este é o momento de escrever um capítulo diferente na história da imigração no Brasil.

            Os estudantes estão entrevistando haitianos em Chapecó e São Miguel do Oeste. Segundo uma das pós-graduandas do curso de especialização, Naiara Sebben, os haitianos relatam que são discriminados, sofrem preconceito, têm dificuldades de relacionamento com colegas de trabalho e são vítimas da intolerância e de bullying devido à cor da pele. "A maioria dos entrevistados afirma que foi convidada a vir para o Brasil para suprir a carência de mão de obra, especialmente nas indústrias, frigoríficos e na construção civil, em épocas de extrema necessidade, como na Copa do Mundo e no período de aquecimento econômico brasileiro. Com a chegada da crise, muitos estão sendo demitidos e, em alguns casos, acusados por serem os causadores das demissões em massa que têm ocorrido no mercado de trabalho. Fato que os marginaliza e entristece",  conta Naiara. 

            O trabalho proposto durante o componente curricular de Planejamento e Gestão de Marketing, ministrado pela professora Neidi Cassol, terá continuidade. "Temos como meta seguir em frente com ações de efetividade no apoio, na conscientização e no respeito ao próximo, sendo ele nordestino, branco, índio, argentino, africano ou haitiano. Podemos aproveitar para aprender com a cultura e a educação dos imigrantes e trocar experiências enriquecedoras para as comunidades", finaliza Naiara.

            Segundo a coordenadora do curso, professora Elis Mulinari Zanin, a atividade despertou o interesse dos estudantes para os problemas sociais e desenvolveu o sentimento de responsabilidade social e de cidadania. Para a professora Neidi Cassol, é preciso combater o preconceito de forma coletiva e consciente. "Essa campanha é uma iniciativa louvável, pois tem poder para chamar a atenção da sociedade para o fato de que o preconceito aumenta o sofrimento de um povo já bastante castigado pela pobreza e pelas tragédias naturais", avalia a professora.


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