06/08/2016 às 09h13min - Atualizada em 06/08/2016 às 09h13min

Feira da Agricultura Familiar de Flor da Serra do Sul completa 1 ano

Objetivo é vender seus produtos de forma organizada e proporcionar à população uma fonte de alimentação mais saudável

No dia 25 de julho – Dia do Colono – A Feira da Agricultura Familiar de Flor da Serra do Sul completou 1 ano de atividade. Conforme explica a presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Agricultura Familiar (Sintraf), Cristiane Katzer o objetivo das famílias agricultoras é vender seus produtos de forma organizada e proporcionar à população da cidade uma fonte de alimentação mais saudável.

“Os produtos que vendemos são hortaliças, frutas e temperos. Tudo é produzido de forma natural, sem agrotóxicos e por isso os consideramos mais saudáveis. Temos também a disposição das pessoas produtos de padaria – caseiros – como pão, cuca e bolos, além de galinhas, ovos, açúcar mascavo e melado”, explica Cristiane.

Atualmente a Feira da Agricultura Familiar acontece a cada 15 dias no antigo pavilhão da empresa Serrana. O horário do atendimento inicia às 8h e vai até ao meio dia. “Essa é uma iniciativa, estamos começando devagar. Nossa ideia é ir mostrando para a população que nossos produtos são bons e mais saudáveis. Pretendemos fazer a feira acontecer todos os sábados”, adianta a presidente do Sintraf. No momento o grupo conta com o apoio do Sintraf, Secretaria de Agricultura e de Saúde da Prefeitura Municipal.

 

HORTALIÇAS NO PARANÁ

O cultivo de hortaliças no Paraná não foi afetado pela queda de temperatura e geadas. A informação é do coordenador estadual de Olericultura do Instituto Emater, Iniberto Hamerschmidt. “Embora a maior parte da produção esteja em regiões mais frias, muitos produtores fazem a proteção das folhosas, por isso, não se justifica aumento de preços ao consumidor”. 

O agronômo reforça que as espécies que estão no campo agora são repolho, beterraba, cenoura, que não foram afetadas, além das folhosas alface, couve, almeirão e escarola, que em geral têm cobertura para proteção. “Apenas a couve-flor, que é um pouco mais sensível, sofreu um pouco. Já o tomate, pepino e abobrinha são culturas da primavera-verão, portanto não estão no campo, e o reajuste de preços nestes casos é pura especulação”, disse. 

Segundo dados do Deral (Departamento de Economia Rural), da Secretaria estadual da Agricultura e do Abastecimento, o crescimento da produção de olerícolas no Estado no período de 2000 a 2014 foi de 73%. “Este desempenho se deve basicamente à organização dos produtores, investimento em novas tecnologias e aumento de produtividade”, afirma o agrônomo Carlos Alberto Salvador. Na safra 2013/2014, o Paraná produziu 2,9 milhões de toneladas de hortaliças, em 114 mil hectares, movimentando aproximadamente R$ 3,3 bilhões. 


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