01/10/2016 às 08h34min - Atualizada em 01/10/2016 às 08h34min

Manejo de resistência de plantas daninhas

Reunião de agrônomos foi realizada dia 21, no Centro de Eventos Jacob Zandoná

Na manhã de quarta, dia 21, aconteceu no Centro de Eventos Jacob Zandoná uma reunião da Associação dos Engenheiros Agrônomos do Extremo Oeste Catarinense (Agroec). O tema da discussão foi o “Manejo de resistência de plantas daninhas”, ministrado pelo agrônomo e pesquisador da Universidade Federal Fronteira Sul (UFFS), Leandro Galon.

Segundo o diretor da Agroec e diretor geral do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (CREA), José Carlos Paiva, a reunião serviu para a difusão de informações e estudos sobre o manejo de resistência de plantas daninhas para grandes culturas, principalmente soja, milho e trigo. “A buva, ou seja, a planta daninha está se tornando tolerante e resistente aos herbicidas, principalmente o mais usado glifosato, conhecido como Roundup. Então discutimos como conviver com uma espécie resistente”, explica Paiva.

Estudos apontam que a planta daninha causa uma redução de produtividade de até 28% nas grandes culturas. O agrônomo fez uma analogia que preocupa, ao afirmar que se nada for feito logo os agricultores terão que voltar a utilizar o sistema mecânico. “Vai ter que ser na base da enxada”, alerta.

O pesquisador da UFFS, Leandro, ressalta que formas de manejo, como controle cultural, mecânico, físico e rotação de culturas podem ajudar neste processo. “A rotação da cultura, ou seja, nesta safra plantasse milho e na outra soja, essa variação ajuda a controlar. Coberturas de inverno também auxiliam, principalmente quando ‘tapam’ o sol da planta daninha”, explica Leandro.

Para os engenheiros agrônomos que participaram ficou o desafio de balancear a rotação de cultura e uso da cobertura em contraponto ao empresário/granjeiro que visa sua rentabilidade. “O que discutimos aqui hoje é a viabilidade deste manejo e a opção do granjeiro em deixar de ganhar um pouco agora para conseguir ter rentabilidade em longo prazo, sempre focando no manejo adequado”, finaliza o pesquisador. 


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