09/01/2018 às 17h04min - Atualizada em 09/01/2018 às 17h04min

Conheça a história de Palma Sola

No dia 30 de dezembro do ano passado o município completou 56 anos de emancipação político administrativa

Fotos: Museu da Colonização

O Município de Palma Sola muito antes de ser colonizado pelos imigrantes alemães, italianos e poloneses, oriundos do Rio Grande do Sul, viveu grandes fatos históricos que deu sentido e embasamento para a história da região. 

Tudo começa com a independência do Uruguai em 1830, que antes pertencia ao Brasil, e mesmo com independência alguns brasileiros continuaram com sua permanência em solo agora uruguaio onde tinham suas fazendas de gado. Mas em 1851, o uruguaio Oribe, apoiado pelo ditador Rosas da Argentina, começaram atacar os brasileiros remanescentes, obrigando a intervenção do Brasil, sob comando de Duque de Caxias. 

Vicente Antunes de Lara, que abrigava o acampamento das forças armadas Império Brasileiro, no Uruguai, passou a sofrer perseguições e ataques e regressou com sua família, trazendo uma tropa de mais de 600 reses, acantonando-se nos campos de Santiago do Boqueirão, no Rio Grande do Sul. A terra foi divida para seus filhos denominaram as fazendas: Tijucas – Jacutinga – Forquilha – Perseverança – Araçá – Capetinga – São Vicente (futura Palma Sola) e Conceição que também tinha uma parte que passou a ser de Palma Sola.

Em 1867 Vicente Antunes de Lara compra cinco Fazendas criadas pelo Governo de São Paulo, para marcar presença em terras catarinenses. Na atualidade a área de terra do Vicente compreendia: a sanga do Potrilio Morto (Santo Antônio) à sanga do Vitorino (Vitorino-PR), que compreende os municípios de Palma Sola, Dionísio Cerqueira, Campo Erê, parte de Barracão, parte de Santo Antônio, parte de Marmeleiro, parte de Flor da Serra do Sul, parte de São Lourenço do Oeste e parte de Vitorino.

Em 1867 no desenrolar da Guerra do Paraguai, Vicente Antunes de Lara, recebeu de Dom Pedro II a missão para constatar a hipótese do prolongamento dos “campos” de Palmas e do Erê, até as margens do Rio Paraná fronteira com o Paraguai, e o mais importante era povoar a região. Permaneceu com sua caravana três anos em território Argentino, hoje Missiones.

Em 1881, depois de terminada a Guerra do Paraguai, o Brasil e Argentina ainda discutiam sobre a posse de territórios. Então, antes que a situação se agravasse, em 7 de setembro de 1889, optou-se por um decisão arbitral internacional, e foi criado uma Comissão Mista para estudos das fronteiras, e o árbitro escolhido foi o Presidente Cleveland, dos Estados Unidos da América.

O principal argumento do Brasil, defendido pelo Barão do Rio Branco, foi o do “Uti Possidetis”, ou seja, o reconhecimento pela posse sobre o território por brasileiros. Sendo que na tese foi apontado no mapa, feito pelo general Dionísio Cerqueira, as residências dos familiares de Dom Vicente A. de Lara e a ocupação feita na região e inclusive em território Argentino, Missiones. Dando o parecer favorável ao Brasil.

Levantamentos históricos afirmam que os primeiros colonizadores chegavam em Palma Sola, pela região do Paraná, pois era mais favorável, sendo que era mais fácil o deslocamento pelos campos do Erê, Palmas, do que vir por terras dobradas que se encontram em ao lado sul e oeste do município.

O nome de Palma Sola, segundo tradição popular, é derivado de Palma Suela, que significava na expressão castelhana, palmeira solitária. Segundo a história era uma palmeira que ficava localizada na atual praça central do município. Essa palmeira na parte superior do tronco dividia-se em três partes e servia como referencia para quem chegava e para forasteiros que por ali passavam.

Por volta de 1920, já havia algumas famílias de caboclos que moravam no município, isolados de outras civilizações. Alguns chegavam a se identificar como índios pois viviam de forma simples, plantavam somente para subsistência, a forma de comércio era a troca, e os principais produtos eram: o sal e o tecido, produtos que não eram produzido na propriedade. As famílias eram: os Lara, Cabral, Mello, Oliveira, Rocha, Piruchim, algumas destas oriundas da Argentina.

Somente em 1945 começaram a chegar colonos gaúchos, descendentes de italianos e germânicos, poloneses. Dentre eles estavam os Jungs. Em 1951, chega a família Crestani e juntamente trouxeram os Pauletti, Gritti, Zabot, no total em 23 pessoas, passando por Clevelândia, Marmeleiro e Flor da Serra do Sul.

Como na maioria dos municípios da região os imigrantes obtinham a compra de terras através de empresas colonizadoras. Deste modo a família Crestani, com a intenção de desenvolver as atividades econômicas, construiu uma serraria e formou-se um núcleo de povoação. O sonho dos pioneiros  tornou-se realidade em 18 de dezembro de 1961, quando o então Governador Celso Ramos Sancionou a Lei nº. 787/61, passando Palma Sola a categoria de município. No dia 30 de dezembro do mesmo ano o município era oficialmente instalado.

Fonte: texto obtido do Site da Prefeitura Municipal, escrito com base em livros de Narcélio Inácio Debona e Gilberto Schreiner Pereira, além de arquivos públicos.

Informativo da Prefeitura Municipal de Palma Sola


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