16/01/2018 às 16h30min - Atualizada em 16/01/2018 às 16h30min

Álvaro Dias palestrou para mais de 500 pessoas em Campo Erê sobre: A situação Econômica e Política do Brasil.

O senador e pré-candidato a presidência da república do Brasil, Álvaro Dias, esteve na cidade de Campo Erê na tarde do último sábado, dia 13, para palestrar sobre o tema: A situação Econômica e Política do Brasil.

O evento reuniu 23 prefeitos, além de vereadores e secretários que se somaram as mais de 500 pessoas que prestigiaram a palestra organizada pela Administração Municipal de Campo Erê, juntamente com a Associação Empresarial de Campo Erê e Câmara de Dirigentes Lojistas.

“Um verdadeiro homem público ultrapassa limites geográficos” esta foi a frase utilizada pelo prefeito Odilson Vicente de Lima para abrir o evento. Nego Lima lembrou da história de Álvaro Dias com o município de Campo Erê. Álvaro foi o responsável, no ano de 1989, pela construção dos 30 quilômetros de asfalto entre as cidades de Marmeleiro-PR a Campo Erê-SC. “Naquela época eu era vereador e propus que o município concedesse ao Álvaro Dias o título de cidadão honorário. Isto muito me orgulha. Hoje tenho ainda mais certeza que Álvaro Dias é o senador mais capaz, honrado, integro e que sequer teve o nome citado em qualquer investigação de corrupção. Junto com a Acice trouxemos para Campo Erê e região um homem com moral para falar da situação econômica e política do Brasil.

Palestra

O Senador Álvaro Dias iniciou sua palestra se dizendo muito honrado por ser cidadão honorário do município de Campo Erê. A seguir, trechos da palestra do senador Álvaro Dias:

“Nós estamos vivendo uma tragédia política sem precedentes no nosso país. Estamos iniciando o ano que deve ser crucial para o futuro da Nação. Não há dúvida que a eleição deste ano será a mais importante desde a redemocratização do país. É preciso fazer o diagnóstico agora, para retratarmos o Brasil que temos, para assim buscar coesão e rumo e conquistarmos o Brasil que queremos.

O que ocorreu com o nosso país? Um país próspero, com riquezas naturais incríveis que foi mergulhado num oceano de dificuldades quase intransponíveis. Assaltaram os cofres públicos, roubaram os sonhos dos brasileiros de ter uma vida digna.

É preciso retirar o Brasil das mãos daqueles que o assaltaram nos últimos anos. Eu não saberia avaliar e certamente não há quem possa avaliar o tamanho do rombo que promoveram nas finanças públicas deste país. É impossível avaliar de quanto tempo precisamos para recolocar o Brasil nos trilhos do desenvolvimento e do progresso. Porque hoje conhecemos uma realidade dramática, um déficit público de R$ 159 bilhões no ano passado e que se repetirá em 2018. E que será de R$ 130 bilhões em 2019 e quem sabe poderá recuar para R$ 60 bilhões em 2020, desde que as escolhas políticas neste ano não sejam escolhas infelizes.

Se o déficit se avoluma como vem acontecendo ele não permite que o país invista em saúde, educação, infraestrutura e na geração de emprego e renda. O que fazer? A dívida pública cresceu assustadoramente, num cenário de grande irresponsabilidade e corrupção no país. É preciso realizar uma auditoria da dívida pública do país. Hoje esta dívida já chega a 80% do PIB e se alguma coisa drástica não for feita, por volta de 2020 ela ultrapassará 100% do Produto Interno Bruto.

Isto está acontecendo porque se instalou um sistema de governança corrupto e incompetente, que loteou os cargos públicos e criou um balcão de negócios com o dinheiro do povo brasileiro. Estamos vivendo uma tragédia administrativa.

Mas temos esperança, a operação Lava Jato revela os mistérios da corrupção, combate os agentes públicos que se envolveram neste lamaçal.

É preciso que as pessoas lúcidas, conscientes, responsáveis deste país, não se omitam da política ficando de fora dela. Estas pessoas precisam se tornar protagonistas e influir para que a decisão deste ano nas eleições seja sinalizadora da reestruturação da economia do país e da recuperação dos nossos valores para a construção da Nação que todos nós merecemos.

As reformas de profundidade ou ocorrem nos primeiros 100 dias de governo ou não ocorrerão. Os primeiros cem dias são significativos pela popularidade, prestígio do eleito, o governante tem a confiança da população que o elegeu e é neste momento que ele tem que executar as reformas e mudanças necessárias para o país.

Precisamos enxugar as estruturas. Um poder Executivo que priorize a qualificação técnica e profissional, para recuperar a qualidade de gestão. Substituir este modelo que vivemos hoje, eliminando privilégios. Os últimos governos prometiam reformas e não as realizaram.

É preciso 50% de gestão e 50% de comunicação. Só um governo com credibilidade, com a confiança da população e competência de se comunicar com as pessoas pode convencer que as reformas são favoráveis às pessoas e não contra elas. O presidente que obtiver o apoio popular terá o apoio do Congresso, porque o Congresso não rema contra a maré. O Congresso por uma questão de sobrevivência segue a opinião pública.

É evidente que as reformas apresentadas são fundamentais para o bom futuro do Brasil. É preciso celebrar um novo pacto federativo, que certamente virá acoplado a reforma tributária. Se queremos o Brasil crescendo é preciso mudar a tributação brasileira, não um imposto único, mas um imposto quase único. Um imposto sobre a movimentação financeira atrelado ao imposto de renda que alcançaria apenas os maiores ganhos, com piso, limites, por exemplo: Acima de R$ 30 mil por mês se paga este imposto. Um imposto, essencialmente, atrelado a fonte de renda traria justiça a tributação brasileira. Deixaríamos de ter este tributo oneroso que é o que temos sobre os bens de consumo e serviço: medicamentos, comida, combustível, entre outros.

Sobre a reforma da previdência é preciso reconhecer que o modelo que está especialmente corrompido é no setor público. No setor público temos um déficit de R$ 80 bilhões no ano, mas que atende apenas 980 mil pessoas, já na previdência social temos um déficit de R$ 150 bilhões, contudo atendendo 33 milhões de pessoas no país. Vejam o contraste gritante entre um déficit e outro. Notadamente é uma reforma complexa pra que alguém sem autoridade, sem credibilidade no país possa realizá-la com sucesso. Hoje dois terços da população são contra a reforma da previdência porque não confiam em quem está tentando implementá-la.

Também é preciso eliminar privilégios de alguns. O artigo 5º da Constituição determina que todos somos iguais perante a Lei. Não somos iguais perante a Lei. Só seremos quando estes privilégios, como o foro privilegiado for derrubado. Sou autor da Proposta de Emenda a Constituição que pede o fim do foro privilegiado. Mas agora eu pergunto: Dentre aquelas autoridades que hoje se dizem combater privilégios quem delas abriu mão dos próprios privilégios?

Privilégios que nada mais são que complementação salarial nos três poderes, como pensão, aposentadorias, verbas indenizatórias, auxílio moradia, entre outras. Para ter moral para combater privilégios é preciso dar exemplo. Há 26 anos abdiquei da aposentadoria de ex-governador, na soma seriam mais de R$ 10 milhões. Este é o ônus que devemos pagar para ter o respeito das pessoas.

Quem é:

Álvaro Fernandes Dias é um historiador e político brasileiro. Filiado ao Podemos (PODE), exerce atualmente o cargo de Senador da República Federativa do Brasil, representando o Estado do Paraná.

Cargos ocupados:

Vereador em Londrina - 1968

Deputado Estadual no Paraná - 1970

Deputado Federal pelo Paraná - 1974 até 1982

Senador pelo Paraná - 1982 até 1986

Governador do Paraná - 1986 até 1989

Senador pelo Paraná - 1998 até o presente momento


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