14/02/2018 às 09h55min - Atualizada em 14/02/2018 às 09h55min

Um cicloviajante em Palma Sola

Com uma bicicleta cheia de adereços o ciclista Reginaldo Junior Alves da Silva, natural de Botucatu-SP, esteve em Palma Sola na semana passada. Reginaldo tem 40 anos, gosta de pedalar desde os 15, e destaca: o hobby que começou em conhecer os arredores de sua cidade natal é o mesmo que o motiva a percorrer o Brasil sob duas rodas.

Reginaldo já fez uma grande viagem pela América Latina, saindo de sua cidade e percorrendo países como Uruguai, Argentina, Chile, Paraguai, Bolívia, Peru, Equador, Colômbia, Venezuela, Guiana, Guiana Francesa, Suriname e de volta ao Brasil. “Isso foi em 1996, percorri 13 países, mais de 20 mil quilômetros em um ano e quatro meses”, conta.

Reginaldo está há dois anos desempregado, então decidiu realizar mais uma grande viagem, desta vez para percorrer o Brasil. “Eu sai no dia 5 de janeiro, meio sem destino, para ir até onde a bike me levasse, então cheguei em Curitiba, desci pelo litoral, cheguei em Porto Alegre e comecei a subir pelo mapa de novo, até que cheguei aqui”, explica a reportagem do Sentinela que o entrevistou no Posto Dois Amigos, às margens da SC-161 em Palma Sola.

Ao longo da viagem Reginaldo vive com a caridade das pessoas. “Eu paro em posto ao longo do caminho, é onde durmo, tomo banho e me alimento, e assim eu vou vivendo pelas estradas, sou um cicloviajante”, afirma.

A definição, segundo ele, é diferente de cicloturista. “O cicloturista é alguém que gosta de conhecer lugares, e também de pedalar, então vai para os lugares de bike. Eu gosto de estar na estrada, não fico parando muito para conhecer os lugares, só vou passando. Dificilmente entro em alguma cidade”, conta.

Da família, composta por pai, mãe e irmã, Reginaldo é o único que pedala. “Não tenho esposa nem filhos, apenas pai, mãe e minha irmã com quem eu converso uma vez por semana. Lembro que no início foi difícil para eles entenderem o que gosto de fazer, principalmente minha mãe, mas agora eles percebem que é disso que gosto e entendem”.

Com pouca bagagem, onde leva apenas o necessário para higiene, uma rede para dormir e ferramentas para manutenção da bike, ele continuou sua viagem em direção à Flor da Serra do Sul. “O que mais marca nessa minha experiência é a convivência com as pessoas. Tenho o prazer de conhecer gente diferente, ser bem recebido em todos os lugares e contar com o apoio do pessoal pra me alimentar e dormir. O que posso dizer é que o povo do Brasil é muito solidário, uns mais, outros menos, mas todos são”, finaliza.


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