22/02/2018 às 08h20min - Atualizada em 22/02/2018 às 08h20min

Governo anuncia fechamento de ADRs, incluindo a de Dionísio Cerqueira

O governador em exercício, Eduardo Pinho Moreira (PMDB), anunciou na manhã desta quarta-feira a primeira medida do seu período de 10 meses à frente máquina pública estadual. Trata-se da desativação de 15 Agências de Desenvolvimento Regional (ADRs) e outras quatro secretarias executivas centrais: Articulação Estadual, Assuntos Internacionais, Assuntos Estratégicos e Supervisão dos Recursos Desvinculados, esta última responsável por administrar os recursos do FundoSocial. O decreto já foi assinado, mas se tornará efetivo a partir de 1º de março.

Dentre as ADRs desativadas estão a de Dionísio Cerqueira e a de Itapiranga que serão incorporadas na ADR de São Miguel do Oeste.

Incluída no pacote de cortes também está a extinção de 185 cargos comissionados. A expectativa do governo é de uma economia de R$ 50 milhões até o fim do ano, R$ 15 milhões apenas com folha salarial. 

— É uma demonstração política de que haverá enfrentamento em busca dessa realidade necessária de contenção de gastos e maior controle desses gastos — afirmou Moreira.

Ainda durante o anúncio, Moreira explicou que as medidas se tornam necessárias também em função das amarras impostas aos governantes nos anos eleitorais. Lembrou que, a partir de maio, todas as novas despesas do governo terão de ser realizadas com recursos próprios.

Sobre as agências desativadas, o governador disse que elas serão incorporadas por ADRs com sede em cidades próximas.

Para o professor de economia Nazareno Schmoeller, da Universidade Regional de Blumenau (Furb), não há dúvidas de que o gasto público pode provocar um efeito multiplicador na economia, porém, no Brasil, a discussão sempre foi sobre a qualidade desses gastos. 

No caso específico da desativação das ADRs, ele diz não haver certeza se as estruturas vinham ou não cumprindo o papel desejado no momento de sua concepção. Por isso, ele acredita que seriam necessários estudos mais aprofundados sobre o tema.

— Pode ser uma medida um pouco precipitada. Simplesmente tirar dinheiro de uma rubrica e colocar em outra sem medir impactos. Não me parece bem claro o que o governo pretende fazer com esses recursos — disse Schmoeller.

Já o economista João Rogério Sanson elogiou a medida em função do corte de gastos. Ele citou que não há certeza de que o país vai continuar a crescer nos próximos anos e que, nessa condição, toda economia é bem vinda.

As ADRs foram criadas em 2003, com o nome de Secretarias de Desenvolvimento Regional, popularmente chamadas de SDRs. Eram uma das principais bandeiras de campanha de Luiz Henrique da Silveira, ex-governador e ex-senador, que morreu em 2015. Quando criadas, eram 27, mas chegaram a 36 no auge.


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