22/05/2018 às 16h57min - Atualizada em 22/05/2018 às 16h57min

Caminhoneiros de Palma Sola se unem à paralisação nacional

Os caminhoneiros de Palma Sola se reuniram em frente ao portal principal de acesso à cidade, onde devem permanecer em apoio aos protestos nacionais que estão acontecendo em todo o país.

Conforme o caminhoneiro Luiz Carlos Mello, que é motorista há 20 anos, a paralisação está acontecendo para reivindicar melhorias para todos, e pedir a diminuição do preço do diesel. “Queremos deixar claro que não é uma manifestação política. É que do jeito que está não da mais pra ficar. Agora no Brasil inteiro o pessoal parou e queremos que as coisas melhorem por que atualmente só o valor do combustível representa 45% do valor total do frete, fora pedágio, manutenção do caminhão e outras despesas. Então hoje em dia é inviável, e a cada dia estão aumentando o preço. Então pedimos apoio de todo o povo, por que é um custo alto que impacta diretamente em todos os produtos consumidos no país”, afirmou.

Caminhoneiros de Santa Catarina chegam ao segundo dia de mobilização nesta terça-feira (22) contra o aumento no valor do diesel. Eles passaram a madrugada em pelo menos 17 pontos de rodovias federais e até esta tarde outros pontos também foram ocupados.

Os atos ocorrem em todas as regiões. Os grupos estão concentrados em pátios dos postos de combustíveis e nos acostamentos das rodovias. Os veículos de transporte de cargas estão sendo parados pelos participantes.

A PRF explicou que há lentidão em alguns momentos em quase todos os pontos, com exceção dos localizados na BR-101. Isso porque, quando os manifestantes pedem que um caminhão pare, ele precisa manobrar até o acostamento ou posto de combustível onde os demais veículos de carga estão parados.

Outras paralisações menores também acontecem em todo o Estado. Os caminhoneiros são convidados a pararem e se juntar à manifestação.

Além de Santa Catarina, nesta manhã, foram registrados atos em pelo menos outros 14 estados: Bahia, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, São Paulo, Sergipe, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Tocantins.

Os protestos ocorrem contra o aumento do combustível e dos impostos no valor do diesel. A última alta diária ocorreu na sexta (18), quando a Petrobras elevou os preços do diesel em 0,80% e os da gasolina em 1,34% nas refinarias. Foi o 5º reajuste diário seguido. A escalada nos preços acontece em meio à disparada nos preços internacionais do petróleo.

A Petrobras diz que as revisões podem ou não refletir para o consumidor final – isso depende dos postos. Mas, segundo a Agência Nacional do Petróleo, do Gás Natural e dos Biocombustíveis (ANP), o preço médio do diesel nas bombas já acumula alta de 8% no ano.

Em São Miguel do Oeste

Em reunião na manhã desta terça-feira, 22, os caminheiros autônomos com a participação de representantes da Câmara dos Dirigentes Lojistas, Associação Comercial de São Miguel do Oeste, Sindicatos e sociedade civil definiu a pauta de reivindicações.

Entre as principais reivindicações estão:

1- Revogação da autonomia da Petrobras de aumentar combustível

2- Redução do valor do PIS/Cofins e Cide, a metade.

3- Pedágio - eixo suspenso não pagar o pedágio nas rodovias estaduais e federais.

4 - Conservação das rodovias federais e estaduais, principalmente no extremo-oeste.

5 - Tabela de frete - igualdade no valor de frete de ida e volta.

6 - Isenção ou redução do imposto de manifesto.

7- Mais segurança nas rodovias.

Segundo o presidente do Sindicato dos Produtores Rurais, Adair Teixeira, os produtores apoiam as reivindicações dos Caminhoneiros e participa do movimento dando ênfase aos pedidos de redução dos preços dos combustíveis, melhores condições das rodovias da região e mais segurança nas rodovias.

 


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