25/05/2018 às 08h22min - Atualizada em 25/05/2018 às 08h22min

Governo firmou acordo, mas paralisações continuam em 21 Estados e no DF

Pelo 5º dia seguido, caminhoneiros fazem manifestações em 21 estados e no Distrito Federal. Os atos desta sexta-feira (25) dão continuidade à mobilização contra a disparada do preço do diesel, que faz parte da política de preços da Petrobras em vigor desde julho de 2017.
Os protestos dos caminhoneiros nas rodovias de Santa Catarina contam com pelo menos 105 pontos de manifestações, apesar do acordo anunciado na noite de quinta, dia 24, para suspender paralisação por 15 dias. No estado, 80% dos postos estão sem combustíveis, informou a NSC TV. No Oeste catarinense, por exemplo, São Miguel do Oeste e São Lourenço do Oeste registram total falta de abastecimento.  Em Palma Sola, os postos de combustível ainda estão desabastecidos de gasolina.
A greve também continua no Paraná. Neste início de manhã, são mais de 200 pontos de manifestações no Estado. Em Flor da Serra do Sul, os postos de combustível ainda estão desabastecidos de gasolina, tendo ainda diesel e etanol. “Não tem previsão de quando irão abrir a distribuição para os postos, mas quando começarem a distribuir ainda vai levar uns dois dias, pelo menos, para a situação começar a normalizar”, explicou o proprietário do Posto Costa. No posto Arisi, a situação é a mesma.
Estradas federais
De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), há 69 protestos nas estradas federais. A última atualização foi feita pela PRF à 7h39.
O Acordo
Na noite de quinta, o governo federal anunciou uma proposta para suspender a greve por 15 dias, após uma reunião de mais de seis horas com representantes de entidades de caminhoneiros.
Os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil), Carlos Marun (Secretaria de Governo), Eduardo Guardia (Fazenda) e Valter Casimiro (Transportes) assumem os compromissos de zerar o Cide e fazer com que a Petrobrás mantenha a redução de 10% no valor do diesel nas refinarias durante 30 dias.
Indústria
Aurora de Chapecó e BRF de Concórdia e Itapiranga suspenderam o abate. Ao menos 20 mil propriedades rurais e 20 indústrias de Santa Catarina foram impactadas pela greve dos caminhoneiros.
 

Fonte: G1
Link
Tags »
Notícias Relacionadas »
Comentários »