21/08/2015 às 13h39min - Atualizada em 21/08/2015 às 13h39min

Ex-prefeito de Realeza tem bens bloqueados por contratar sem licitação

Redação
Realeza
Eduardo Gaievski está preso desde 2013 (foto:Divulgação)

A pedido da Promotoria de Justiça de Realeza, no Sudoeste do Paraná, a Justiça determinou a indisponibilidade de bens do ex-prefeito Eduardo Gaievski (gestão 2008-2012) do município e de outras seis pessoas, em caráter liminar. Os requeridos são acusados de contratar, antes da realização do processo licitatório, serviços de infraestrutura para shows de uma feira de exposições, em 2012.

 O valor dos bens bloqueados de cada um dos réus, de acordo com a Promotoria de Justiça, totaliza R$ 179 mil, referentes aos danos causados ao erário, além de R$ 358 mil – quantia que representa duas vezes o valor do contrato firmado indevidamente – para assegurar o pagamento de eventual multa civil.

 A Promotoria de Justiça esclarece que a indisponibilidade de bens decretada na ação civil pública de improbidade administrativa não tem qualquer relação com as condenações criminais do ex-prefeito. Fonte/Ministério Público.

 

101 anos de prisão

O ex-assessor da Casa Civil e ex-prefeito de Realeza, no sudoeste do Paraná, Eduardo André Gaievski, foi condenado a 16 anos e 11 meses de prisão em regime fechado por abuso sexual de uma adolescente de 12 anos. Segundo o advogado de acusação Natalício Farias, essa é a 6ª condenação de um total de 14 processos contra Gaievski. A sentença, do juiz Luiz Fernando Montini, saiu na sexta-feira, dia 14. Cabe recurso à decisão.

A pena total de Gaievski, até agora, soma 101 anos e 5 meses de prisão. Dos 14 processos pelos quais ele responde, 13 são por estupro de adolescentes e um por corrupção de testemunhas. Em cinco processos o ex-assessor foi considerado inocente, mas ainda faltam ser julgados outros três processos.

Gaievski está preso desde 2013, e cumpre a pena na Associação de Proteção e Assistência aos Condenados (Apac), em Barracão, também no sudoeste. De acordo com as denúncias do Ministério Público (MP), ele aliciava as adolescentes oferecendo empregos na prefeitura de Realeza na época em que era prefeito. Fonte/G1. 


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