24/08/2018 às 09h35min - Atualizada em 24/08/2018 às 09h35min

Falta de manutenção contínua afeta segurança e fluidez das BR-282 e 158 no Oeste

Divulgação
A falta de manutenção contínua compromete a segurança dos usuários e a fluidez do trânsito no trecho da BR-282 entre Chapecó e São Miguel do Oeste, mostra análise da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), divulgada na quarta-feira, dia 22, quilômetros de extensão, o trecho avaliado está desde 2016 sem a execução de obras de manutenção contínua e de melhoramentos.
 
Em maio de 2016 o DNIT realizou licitação para executar obras de restauração, eliminação de pontos críticos e execução de 32,6 quilômetros de terceiras faixas, assim como melhorias em interseções existentes. O contrato firmado no valor de R$ 158,5 milhões, a preços de novembro de 2016, tem prazo de três anos, o que corresponde a um investimento médio de R$ 53 milhões por ano.
 
“É importante salientar que a BR-282 integra o eixo rodoviário estratégico do Oeste catarinense. A rodovia é responsável pelo escoamento das safras agrícolas e produtos industrializados para os portos do estado, na região com pujante atividade econômica, que congrega cerca de 40 mil estabelecimentos, que empregam 366,1 mil trabalhadores”, afirma o presidente da FIESC, Mario Cezar de Aguiar. Ele observa ainda que o Oeste, com uma população de 1,3 milhão de habitantes, totalizou uma corrente de comércio de US$ 1,3 bilhão no ano passado, gerando o equivalente a 17% do PIB catarinense.
 
A análise destaca que além dos acidentes que ocorrem no trecho por causa das condições ruins da rodovia, há prejuízos à economia, especialmente para o setor agroindustrial, que precisa transportar insumos como milho, soja, calcários e fertilizantes, além de carnes e industrializados que vão para os mercados consumidores. Estima-se que circulam diariamente 1,1 mil carretas de 30 toneladas em todo o trecho catarinense da BR-282. “Considerando-se que os atrasos têm acarretado prejuízos à cadeia logística, retirando a competitividade e gerando tristes estatísticas de acidentes e mortes, é necessário iniciar, com urgência, as obras contratadas, a exemplo do trabalho que o DNIT está executando no subtrecho de Ponte Serrada a Chapecó”, sugere a análise.
 
Outro trabalho da entidade avaliou 48,4 quilômetros da rodovia BR-158/SC, que passa pelos municípios de Maravilha, Cunha Porã, Caibi e Palmitos até a divisa com o Rio Grande do Sul. O trecho está desde 2016 sem a realização de obras de manutenção contínua e aguarda a execução de adequação de capacidade, restauração e eliminação de pontos críticos.



Fonte: IAF
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