13/09/2018 às 08h30min - Atualizada em 13/09/2018 às 08h30min

Jovem Árbitro de Campo Erê é revelação

Gustavo Bauermann, de 22 anos recebeu o prêmio de árbitro revelação da Série B do Catarinense

O jovem campoerense, Gustavo Bauermann, recebeu a primeira oportunidade de arbitrar um jogo aos 17 anos, e hoje com 22, foi premiado o árbitro revelação da Série B do Campeonato Catarinense.
A equipe do jornal Sentinela procurou Gustavo para uma entrevista sobre essa experiência. Acompanhe:
 
Gustavo, como foi a experiência de arbitrar os jogos da Série B do Catarinense? De onde surgiu essa oportunidade? 
É uma experiência sensacional, se não for a melhor, estará dentre as melhores da minha vida. Vim trabalhando há muito tempo para que isso viesse acontecer e ter essa oportunidade de trabalhar na arbitragem profissional. Essa oportunidade veio com o tempo, com o trabalho e abriu portas para que eu fizesse voos maiores. Devido ao meu excelente trabalho no ano passado, tive a oportunidade de realizar a arbitragem da semifinal do sub 20 entre Chapecoense x Figueirense e também a final do campeonato catarinense sub 17 entre Chapecoense x Criciúma.  E esse ano fiz a pré-temporada da Série A do Catarinense, onde arbitrei três jogos como quarto árbitro e consequentemente tive a oportunidade de fazer mais seis jogos como árbitro principal na Série B do Catarinense.
 
Como você recebeu a notícia que seria o árbitro destaque? 
Foi uma grande surpresa, recebi uma ligação para ir até Balneário Camboriú, na Federação Catarinense de Futebol, onde ocorreria à solenidade de entrega de premiações, para os melhores atletas, dirigentes, árbitros e técnicos. Atualmente temos vários árbitros renomados em Santa Catarina e fui premiado como o árbitro destaque pelo Campeonato Catarinense da Série B, escolhido pelos dirigentes, técnicos e a equipe de arbitragem de Santa Catarina. Ser reconhecido pelo trabalho, pelo suor, pelo empenho, não tem prêmio melhor que este.
 
Quais as dificuldades que um árbitro passa?
Ser árbitro hoje é uma tarefa muito difícil, mas podemos dizer que quando chegamos ao nível profissional e trabalhar com profissionais, é fácil. O difícil mesmo é trabalhar como amador, em campeonatos amadores, pois não temos segurança, na maioria das vezes os atletas não tem nada a perder e não tem conhecimento das regras. Torna-se difícil pela falta de segurança, pois não temos o amparo necessário, muitas vezes sem policiamento e alambrado, ficando exposto a torcida e aos demais que ali estão. A caminhada é longa, precisa gostar muito, pois além das dificuldades de segurança, você precisa deixar sua família, amigos, lazer, fazer uma boa alimentação, ter o físico em dia. Mas quando você atinge esse nível, você olha para trás e vê que tudo isso vale muito a pena.

Está sendo como você imaginava?
Sinceramente, eu sonhava em trabalhar como profissional, em ser o destaque, mas não imaginava que seria tão rápido. Entrei na Federação em 2015 e em menos de 4 anos já estou trabalhando em um nível profissional. Hoje com 22 anos sou um dos árbitros mais novos de Santa Catarina. Tenho que agradecer a todas as pessoas que me apoiaram e deram essas oportunidades que me trouxeram até aqui.

Como será daqui para frente? Há possibilidades de arbitrar em jogos da série A?
Daqui pra frente às responsabilidades só aumentam. Terei mais dedicação, atenção dobrada, treinamento dobrado e muito empenho. A possibilidade de arbitrar em uma Série A do Catarinense no ano que vem existe, tenho certeza que irei trabalhar. O árbitro vive de momentos, de jogos, do bom trabalho. Preciso me dedicar, fazer um bom trabalho, pois se o árbitro apitar mal um jogo, com certeza não será escalado para o próximo, e eu não quero falhar.
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