30/11/2018 às 16h53min - Atualizada em 30/11/2018 às 16h53min

Ameaça de suicídio mobiliza equipes de resgate no Centro de São Miguel do Oeste

Uma suposta ameaça de suicídio mobilizou equipes da Polícia Militar e do SAMU na manhã desta sexta-feira, dia 30, no Centro de São Miguel do Oeste. No local, dezenas de curiosos acompanhavam a movimentação do resgate.
Populares disseram que um homem planejava se jogar do edifício. A ocorrência foi registrada pouco antes das 10h no cruzamento da Rua Duque de Caxias e a Avenida Getúlio Vargas.
Ainda não há informações oficiais sobre o caso. Um policial militar foi avistado na janela de um cômodo do apartamento, o que possivelmente indica êxito na tentativa de evitar o pior.
A reportagem preparou algumas informações importantes sobre situações tão delicadas como essa.
Cinco mitos sobre o suicídio: 
1) MITO: Quem quer se matar não avisa.
FATO: As pessoas que pensam no suicídio, normalmente, comunicam direta ou indiretamente que querem morrer.
2) MITO: Perguntar sobre suicídio pode induzir a pessoa a isso.
FATO: Conversar com a pessoa de forma sensata e acolhedora reduz o nível de desespero suicida.
3) MITO: Quando a pessoa fala que não tem mais razão para viver, devo mostrar que tem outras pessoas que sofrem mais que ela.
FATO: É preciso mostrar respeito, cuidado, compaixão, afeição, e, sobretudo, ouvir sem críticas e julgamento.
4) MITO: Devo dizer que tudo vai ficar bem.
FATO: A pessoa com ideia suicida precisa da ajuda de profissionais (psicólogo, psiquiatra), a ameaça suicida precisa ser levada a sério. A pessoa que pensa em morrer necessita de apoio emocional de um profissional.
5) MITO: Só pessoas com distúrbios mentais cometem suicídio.
FATO: Vários fatores contribuem para que a pessoa cometa suicídio. As pessoas com distúrbios mentais estão no grupo de risco para comportamento suicida, no entanto, isso não significa que todos que tenham algum distúrbio mental pensam em suicídio, tampouco que somente as pessoas com distúrbios mentais se suicidam. O comportamento suicida é um momento de extremo sofrimento, e não, necessariamente, um distúrbio mental.
Portanto, a ameaça de suicídio deve sempre ser levada a sério, pois a pessoa que pensa de maneira drástica e vê a morte como o único recurso está em extremo sofrimento e precisa de ajuda.
Além do atendimento psicológico, existe outros serviços voltados a esta causa, com a finalidade de ouvir atentamente, falar de forma sensata sobre os sentimentos, dores, sofrimentos e a ideação ao suicídio, com voluntários que garantem o sigilo e anonimato para quem quer conversar. A ideia do Centro de Valorização à Vida (CVV) é fazer com que a conversa com o voluntário capacitado, possa se tornar um grande auxílio em situações de tristeza, crise e risco.
A ideia do serviço é que as pessoas não precisem esperar até que a crise se agudize ou haja uma tentativa real de suicídio para procurar o atendimento.
O CVV realiza apoio emocional e prevenção do suicídio, atendendo voluntária e gratuitamente todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo por telefone, e-mail, chat e Voip 24h todos os dias. Para saber mais sobre a ONG acesse: www.cvv.org.br. Ou ligue 188 (ligação gratuita de qualquer cidade de Santa Catarina).
 
Fonte: Oeste em Foco
 
 
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