30/01/2019 às 08h49min - Atualizada em 30/01/2019 às 08h49min

Bombeiros realizaram treinamento

Na tarde do último sábado, dia 26, o Corpo de Bombeiros de Palma Sola realizou uma atividade de treinamento e simulação de resgate de vítimas na cachoeira da Casan. A atividade foi realizada com os alunos que estão participando do Curso Avançado de Atendimento a Emergência (CAAE), e alguns já formados que atuam como bombeiros comunitários no município. Atualmente Palma Sola conta com sete bombeiros militares, mais quatro funcionários cedidos pela Prefeitura além dos bombeiros comunitários que atuam nos plantões.
Conforme o comandante do Corpo de Bombeiros, Sargento Ramalho, cerca de 20 pessoas estiveram envolvidas na atividade. “Essa é uma atividade que também serve para nós bombeiros mantermos a técnica em mente, relembrarmos o que aprendemos para que num momento de necessidade possamos utilizar”, explica.
Ao longo do dia foram realizadas três atividades: o treinamento de descida com rapel na cachoeira, a tirolesa com um cabo guiado e um simulado de resgate com uma vítima em ribanceira. “O principal objetivo dessa atividade é demonstrar como funciona a prática do resgate em terrenos como esse, de ribanceira, próximos de rios e de difícil acesso. São áreas muito presentes em nossa região, e precisamos sempre estar preparados para atuar em situações adversas com a melhor precisão e agilidade, por que quando se trata do nosso trabalho cada minuto pode ser a diferença entre a vida e a morte”, salienta.
O bombeiro Gilson De Lara, que coordena o CAAE, enfatiza que um dos objetivos da atividade foi mostrar aos alunos algumas das situações mais difíceis de atuação dos bombeiros na região. “Tem acidentes com vítimas em ribanceiras, que estão em lugares de difícil acesso e isso é uma realidade na nossa região, onde é comum ao lado das BRs ter bastante declive. Em situações como essa, quando é necessário resgatar as vítimas sempre temos que analisar o terreno, o número de pessoas envolvidas e a gravidade da situação. Por exemplo, se for numa ribanceira para resgatarmos uma ou duas vítimas com a maca a gente consegue, mas se for um número maior de pessoas temos que levar em conta o desgaste físico dos profissionais e especialmente o estado das vítimas. Então tem situações em que armarmos uma estrutura como tirolesa para conseguir içar as pessoas e realizar um resgate mais rápido”, exemplifica.
Por isso os alunos do curso participam da simulação e treinamento, justamente para aprenderem na prática a maneira mais rápida e eficaz de realizar o salvamento. “O Sistema que usamos no treinamento foi com a maca de ribanceira, que é diferente da usada no dia a dia. O sistema de tirolesa também é montado de forma mais simples no atendimento das vítimas, mas com os mesmos princípios. E tivemos também o rapel na cachoeira, que embora não tendo prédios muito altos aqui em Palma Sola, é um conhecimento básico e necessário que pode ser útil nas mais diversas situações”, enfatiza De Lara.
O curso é composto de 340 horas, sendo que a parte teórica já foi realizada com os alunos e agora faltam apenas algumas atividades práticas.  “A nossa previsão é promover a formatura entre fevereiro ou março, junto com a entrega da nova ambulância que está em processo de licitação. Mas antes disso ainda teremos um simulado de atendimento de vítimas na cidade. O objetivo é mostrar aos alunos e à população quais são os procedimentos adotados e como cada um pode ajudar”, informa.
Os alunos que participaram do treinamento destacaram a adrenalina e emoção em enfrentar os medos e se desafiar. “É uma atividade que foge do nosso habitual e faz com que a gente esteja sempre se desafiando, nos colocando a prova para que estejamos prontos para atuar quando precisarem de nós. Foi realmente uma atividade diferenciada, cheia de emoção, que faz valer a pena cada minuto”, afirmaram.
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