12/03/2019 às 14h07min - Atualizada em 12/03/2019 às 14h07min

Com 690 servidores, gabinetes dos deputados estaduais geram gasto mensal superior a R$ 4 milhões em salários

Confira quantos servidores têm os deputados da região Oeste e os gastos de seus gabinetes nos dois primeiros meses do ano

Empossados em janeiro deste ano, os 40 deputados estaduais eleitos ou reeleitos para o mandato 2019/2022 já contabilizam 690 servidores trabalhando em seus gabinetes. Deste total, 641 são comissionados pagos com verba de gabinete. Os demais são efetivos ou deixados a disposição pela Alesc e ambos pagos pela Assembleia Legislativa.

Somando os gastos com salários, indenizações, férias e auxílios para os servidores dos 40 gabinetes na última folha mensal, o montante foi superior a R$ 4 milhões. Neste valor constam pagamentos com verba de gabinete e também feitos diretamente pela Alesc.  Cada deputado pode manter até 22 comissionados com verba do gabinete e somar um montante de até R$ 111. 675,57 em pagamento de salários. Auxílios e outros proventos são pagos pela Alesc.

Neste montante de R$ 4 milhões não está incluso o valor pago em salários para os deputados estaduais. Cada um recebe mensalmente R$ 25.322,25, totalizando entre os 40 parlamentares pouco mais de R$ 1 milhão. Os números estão no Portal da Transparência da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) e neste valor também não constam os demais servidores do Legislativo estadual que trabalham fora dos gabinetes.

Nossa reportagem também levantou os gastos com outras despesas nos 40 gabinetes dos deputados em janeiro e fevereiro de 2019. Entre diárias, passagens, combustível, telefone, correspondências, gráfica, almoxarifado e outras despesas, os deputados e servidores dos 40 gabinetes gastaram mais de R$ 430 mil nos primeiros dois meses do ano. 

DEPUTADOS DA REGIÃO

Confira como foram os gastos dos deputados estaduais que representam a região Oeste do Estado no início do ano e o número de servidores em cada gabinete.

Altair Silva

O deputado do PP foi reeleito para o segundo mandato como deputado estadual e neste ano o gabinete do parlamentar conta com 14 servidores comissionados. Conforme o último relatório do Portal da Transparência, o gasto mensal com salários é de aproximadamente R$ 58 mil, inclusos ainda pagamento de auxílio saúde e outros proventos.

O gabinete de Altair Silva também contabilizou gasto de R$ 17.396,42 em diárias, gráfica e passagens em fevereiro deste ano.

A assessoria de imprensa do deputado não comentou os números.

Fabiano da Luz

Eleito para seu primeiro mandato como deputado estadual, Fabiano da Luz (PT) tem 20 servidores comissionados em seu gabinete. De acordo com os números do Portal de Transparência, o gasto mensal com salários é de aproximadamente R$ 89 mil.

Em fevereiro o gabinete do deputado teve gastos de R$ 25.700,94 com despesas de diárias, gráfica e passagens.

A assessoria de imprensa do deputado informou que os valores pagos aos servidores estão de acordo com os vencimentos médios dos profissionais que ocupam funções no mandato. "Quanto aos gastos com passagens e diárias, os mesmos se justificam em função da distância da base do parlamentar em relação a capital do Estado, bem como em função das características de atuação do mandato que por natureza do cargo público abrange o conjunto do estado", afirma em nota. 

Luciane Carminatti

A deputada do PT foi reeleita para o terceiro mandato na Alesc e conta com 18 servidores, dos quais 15 são comissionados pagos com verba do gabinete. Os números do Portal da Transparência mostram um gasto de aproximadamente R$ 117 mil por mês em pagamento de salários e auxílios para os 18 servidores.

O gabinete gastou R$ 23.568,85 com combustível, diárias, gráfica e passagens em fevereiro. Em janeiro o gasto foi de R$ 1.508,39 com passagens, almoxarifado e correspondência/telegrama.

A assessoria de imprensa da deputada informou que os gastos com verba do gabinete estão dentro dos limites previstos pela Alesc.

Marlene Fengler

A deputada do PSD foi eleita para o primeiro mandato e está com 22 servidores, dos quais 20 são comissionados pagos com verba do gabinete. O gasto mensal soma aproximadamente R$ 141 mil em pagamento de salários e auxílios para os 22 servidores.

Em nota, a deputada informou que o número de servidores e as despesas com pessoal com verba do gabinete estão dentro do que é estabelecido pela Alesc. "Em fevereiro, meu gabinete comprometeu com pessoal R$ 106.103,84, para 20 servidores comissionados", afirma.

O gabinete da deputada gastou R$ 18.029,92 em fevereiro com despesas de combustível, diárias, gráfica e passagens.

Maurício Eskudlark

Eleito deputado estadual para o segundo mandato, Maurício Eskudlark (PR) está com 23 servidores, dos quais 20 são comissionados pagos com verba do gabinete. O último gasto mensal com salários e auxílios foi de aproximadamente R$ 128 mil para os 23 servidores.

Em contato com a reportagem do jornal O Líder, Eskudlark informou que recentemente houve erros no Portal da Transparência, que teria apontado gasto superior a R$ 173 mil, contabilizando o pagamento de servidores que não fazem parte da sua equipe. Ele confirmou que a verba do gabinete usada no último mês para pagamento de salário dos 20 comissionados foi de aproximadamente R$ 102.600. O restante do valor foi pago pela Alesc .

Em fevereiro deste ano o gabinete teve gasto de R$ 17.546,08 em despesas com diárias, gráfica e passagens. Em janeiro o gasto foi de R$ 260,63 em telefone e correspondências/telegramas.

Mauro de Nadal

Reeleito para o terceiro mandato como deputado estadual pelo MDB, Mauro de Nadal está com 15 servidores, dos quais 14 são comissionados pagos com verba do gabinete. Os dados do Portal da Transparência apontam gasto de aproximadamente R$ 164 mil por mês em salários e auxílios para os 15 servidores.

O deputado destacou que o valor pago com verba do gabinete foi de R$ 111.346,00 para os 14 comissionados. Ele justificou que a equipe é necessária para manter as ações nos 70 municípios da região.

O gabinete teve gastos de R$ 33.266,87 em fevereiro com despesas de combustível, diárias, gráfica e passagens. Em janeiro os gastos foram de R$ 3.527,23 em almoxarifado, correspondências/telegramas, diárias, passagens e telefone.

Moacir Sopelsa

Reeleito para o sexto mandato como deputado estadual, Moacir Sopelsa (MDB) está com 17 servidores comissionados em seu gabinete. O Portal da Transparência aponta gasto de aproximadamente R$ 76 mil em pagamento de salários e auxílios para os servidores.

O gabinete teve outras despesas em fevereiro, no montante de R$ 9.985,42, com combustível, diárias e passagens. Em janeiro foram gastos R$ 2.499,75 em almoxarifado, combustível, correspondências/telegramas e passagens.

Até o fechamento da edição não tivemos retorno da assessoria de imprensa do deputado.

Neodi Saretta

O deputado do PT foi reeleito para o quinto mandato na Alesc e tem 21 servidores neste ano, dos quais 19 são comissionados pagos com verba do gabinete. Conforme números do Portal da Transparência, o gasto com salários e auxílios para os 21 servidores é superior a R$ 105 mil por mês.

Em fevereiro deste ano o gabinete teve gasto de R$ 5.651,32 em despesas com combustível, diárias, gráfica e passagens. O gabinete também teve gastos em janeiro de R$ 507,30, em telefone e correspondências/telegramas.

Até o fechamento da edição não tivemos retorno da assessoria de imprensa do deputado.

Padre Pedro Baldissera

Reeleito para o quinto mandato como deputado estadual, Padre Pedro Baldissera (PT) conta com 23 servidores, dos quais 22 são comissionados pagos com verba do gabinete. O gasto mensal com pagamento de salários e auxílios aos 23 servidores é de aproximadamente R$ 127 mil.

O gabinete teve gasto de R$ 18.796,14 em fevereiro com despesas de combustível, diárias, gráfica e passagens. Em janeiro o gasto foi de R$ 127,41 em telefone.

A assessoria de imprensa do deputado informou que o mandato se utiliza desta estrutura para atuar em todas as regiões (mais de 200 municípios) e em diversas áreas. "Além do diálogo direto com a população, para encaminhamento das demandas de cada região, mais de 90% dos projetos apresentados vieram de propostas das próprias comunidades. Esse trabalho só foi possível em razão do apoio destes servidores", afirmou a nota encaminhada. 

Os dados foram retirados do Portal da Transparência da Alesc no dia 6 e março de 2019.
 

Fonte: JORNAL O LÍDER/ Portal Tri 


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