19/03/2019 às 10h32min - Atualizada em 19/03/2019 às 10h32min

Caso Bernardo

Após quase cinco anos da morte do menino Bernardo Boldrini, na época com 11 anos, os quatro réus foram condenados. O crime ocorreu em 2014, em Frederico Westphalen, no Noroeste do Rio Grande do Sul, após a criança receber uma superdosagem de midazolam. O corpo foi enterrado em um matagal. O julgamento ocorria desde o dia 11 no Fórum de Três Passos, na mesma região e foi concluído no dia 15. O pai do menino, Leandro Boldrini, foi condenado a 33 anos, oito meses e 28 dias de prisão. Já a madrasta de Bernardo, Graciele Ugulini, foi condenada a 34 anos e sete meses de reclusão. Enquanto Edelvânia Wirganovicz foi condenada a homicídio e ocultação de cadáver e Evandro Wirganovicz foi condenado por homicídio simples e ocultação de cadáver. A leitura da sentença pela juíza Sucilene Engler gerou gritos e aplausos no Fórum. Além dos quatro réus, 11 testemunhas foram ouvidas desde o início do julgamento. Entre as testemunhas ouvidas no julgamento estavam duas delegadas responsáveis por apurar a morte do menino. A delegada Caroline Bamberg Machado foi a primeira a depor e falou por quatro horas. “Bernardo sofria descaso em grau máximo”, atestou à delegada. Caroline contou das primeiras suspeitas, de que a polícia trabalhava com três hipóteses: sequestro, que Bernardo tivesse fugido por vontade própria ou homicídio. Revelou que, a partir de depoimentos, especialmente de funcionários da escola de Bernardo, percebeu que ele poderia ter sido vítima da própria família.
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