28/03/2019 às 08h12min - Atualizada em 28/03/2019 às 08h12min

Uma crônica sobre o tempo

A apresentação do grupo Cirandela encantou os expectadores que participaram da primeira atração do Março Mês do Teatro

Na semana passada aconteceu a primeira apresentação do Março Mês do Teatro. A apresentação da peça Para Contar Estrelas, do grupo Cirandela, foi realizada na manhã, tarde e pôr fim na noite do dia 20, contemplando os alunos da rede estadual de ensino e população em geral.

No início os expectadores são convidados a participar ativamente da peça. Na trama do espetáculo, os “guardadores do tempo”, são dois seres atemporais e imaginários, que viajam pelo universo em busca de capturar todos os tipos de tempo. Em cada lugar que aportam, o procedimento padrão ditado pelo seu patrão, o relógio, é realizado e assim um novo tempo é capturado.

Durante a peça eles estão atrás de um tempo ainda desconhecido para eles, um tempo aqui e agora. Fugindo às regras eles descobrem algo novo, e em uma expressão corporal rica de significados nos levam a refletir sobre o tempo, como estamos usando nosso tempo, e o papel disso em nossas vidas. Para Contar Estrelas é um espetáculo dinâmico, para todos os públicos, e que deixa em cada expectador um significado especial e subjetivo.

Grupo Cirandela    
                 

O grupo foi fundado em 2009 por Bruno Andrade Fachin e Priscila Schaucoski, de Criciúma. Quando os dois se juntaram para compor músicas autorais destinadas ao público infantil. Desde então o grupo foi caminhando e agregando outras linguagens artísticas às composições musicais, como a contação de histórias e o teatro.
A Roupa Nova do Rei
Na quarta, dia 27, as apresentações realizadas foram do grupo Reminicências, de Joaçaba, com a peça A Roupa Nova do Rei. O espetáculo foi apresentado de manhã e de tarde.
A Roupa Nova do Rei narra a história de um rei tão apaixonado por suas roupas novas, que nelas gastava todo seu dinheiro, a população do reinado convivia com os mandos e desmandos do vaidoso rei. Certo dia chegaram à cidade hóspedes trapaceiros disfarçados de tecelões, que prometeram ao rei um tecido com os mais altos patrões de cores e fazendas que tinham a especialidade de parecer invisível às pessoas destituídas de inteligência, ou aquelas que não estavam aptas para os cargos que ocupavam. É nesse contexto de conflito entre a população e o rei, que temas como consumo, ética e política começaram a ser debatidos, provendo mudanças importantes no reinado.

Espetáculo Ubuntu

A próxima apresentação é no sábado, dia 30, às 20h no Centro de Eventos. O espetáculo Ubuntu será reapresentado pelos integrantes das oficinas sócio culturais de Palma Sola e o convite é para que todos que não tiveram a oportunidade de assistir no ano passado possam apreciar o espetáculo.
Ubuntu - A palavra é uma filosofia africana cujo significado se refere à humanidade com os outros. Trata-se de um conceito amplo sobre a essência do ser humano e a forma como se comporta em sociedade. Ubuntu significa “Eu sou porque nós somos” ou em outras palavras “Eu só existo porque nós existimos”.
O presidente da Fundação Cultural, Mateus Dal Ponte, destacou a importância e o significado do espetáculo. “Como falar em poucas palavras sobre algo que tem tanto significado? Essas oficinas representam uma evolução cultural para as crianças, um contato com a sensibilidade de uma forma que vai despertar outros conhecimentos e habilidades para elas. E foi todo esse sentimento que a gente quis passar no espetáculo”, afirma.

Os desbravadores

Fechando a programação no dia 17 de abril haverá a última apresentação, do grupo de teatro da terceira idade de Dionísio Cerqueira, Os Desbravadores. A peça apresentada chama-se Recém Chegados, e a apresentação será às 14h30 no centro de eventos. “Essa peça conta a história de um casal que chegou no Oeste vindo do Rio Grande do Sul. Conta com a apresentação de fatos dos anos 50, 60 e 70 que vai mesclando com a história desse casal e trazendo um panorama histórico da nossa região”, explica Mateus.
 
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