05/04/2019 às 08h21min - Atualizada em 05/04/2019 às 08h21min

Dengue: risco de contaminação em Guarujá do Sul

Municípios da região, como Guarujá do Sul, estão em lista de locais infestados pelo mosquito Aedes Aegypti

Na semana passada a Diretoria de Vigilância Epidemiológica do Estado (Dive), divulgou a informação de que o risco de contaminação com a dengue é alto no Estado, com base no levantamento feito nos 75 municípios catarinenses considerados infestados pelo mosquito Aedes aegypti.

O resultado dos levantamentos indicou Guarujá do Sul com alto risco de transmissão das doenças. Conforme Roberta Lermen, os integrantes da Sala de Situação (que envolve Secretaria de Saúde, Vigilância da Dengue, Administração Municipal e outros setores do município), farão reuniões para decidirem que ações serão tomadas a partir da informação. A Sala Estadual de Situação é um espaço intersetorial e permanente que gerencia e monitora a intensificação das ações de mobilização e controle ao mosquito Aedes aegypti em Santa Catarina. É composta por órgãos públicos e da sociedade civil organizada.

Roberta destaca que no município são apenas duas agentes de endemias, mas que ambas estão em licença. No município, até a semana passada, eram 105 focos do mosquito detectados. Ela reforça o pedido para que a comunidade faça sua parte no combate à dengue e ao mosquito, afinal, se a doença se alastrar na região, todos serão afetados. “O risco de uma epidemia é evidente no município, todos precisamos fazer nossa parte, não apenas o poder público mas também a população”, enfatiza.

Anchieta e São Miguel do Oeste também aparecem na classificação de alto risco. São José do Cedro e Princesa foram classificados na categoria de médio risco de transmissão de dengue, febre chikungunya e zika vírus. Palma Sola, Guaraciaba e Dionísio Cerqueira também foram enquadrados na categoria de médio risco de transmissão das doenças.

Conforme definido na Estratégia Operacional do estado de Santa Catarina, os municípios considerados infestados pelo mosquito devem realizar o Levantamento de Índice Rápido para o Aedes aegypti (LIRAa), duas vezes ao ano. Os dados revelam que 86,7% dos municípios infestados apresentam médio ou alto risco de transmissão das doenças. “No mesmo período do ano passado essa condição era menor. Por isso, mais uma vez precisamos intensificar as ações de controle vetorial, especialmente nessas regiões”, explica João Fuck, gerente de Zoonoses da DIVE/SC.

 
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