20/05/2019 às 08h58min - Atualizada em 20/05/2019 às 08h58min

Um novo modelo de bônus rural

Secretaria de agricultura implanta sistema de pagamento de R$ 100 de bônus a cada R$ 7 mil em produção de leite

Conforme explica o secretário de Agricultura de Guarujá do Sul, o programa de Bônus Rural foi implantado em 2017. “Esse foi o ano em que começamos a projetar ele. Isso não foi uma política criada do nada, e sim em cima de um debate amplo com todas as comunidades, os produtores e também com os vereadores, por que nós entendemos que da forma como vinha sendo feitos os trabalhos na Secretaria de Agricultura estava complicado”, afirma.

O secretário destaca que o bônus é um programa novo, mas que veio para melhorar uma política que já existia. “Por que o produtor de leite já tinha uma política de subsídio que era 50% de hora máquina. Se ele fazia 10 horas ou 100 horas de silagem era indiferente, ele só pagava 50%. Então o bônus agrícola veio para corrigir isso, então o agricultor de acordo com a sua produção recebe uma quantia em dinheiro. Então a cada R$ 7 mil em venda de leite, emitindo a nota fiscal, ele recebe um bônus de R$ 100”, detalha Júlio.

Conforme o secretário o objetivo é que os produtores recebam esse dinheiro da secretaria e contratem quem eles preferem para fazer a silagem. “A aceitação do programa não é uma unanimidade, há agricultores que não concordaram, mas a grande maioria entendeu, por que dessa forma conseguimos agilizar muito mais a confecção de silagem. Antes era trabalhado com três tratores da prefeitura, mais cinco tratores terceirizados, e também a máquina grande. Então com isso tínhamos oito tratores fazendo silagem, hoje tem 15, por que deu muito mais agilidade, os agricultores trocam hora, se ajudam e escolhem quem querem contratar para realizar o serviço”, explica.

Conforme Júlio, da maneira como era feito antes, a maior parte dos trabalhos da Secretaria de Agricultura ficava focada para a organização de roteiros de confecção de silagem. “Ai o agricultor se programava para fazer silagem e quebrava o trator da prefeitura, ou atrasava algum serviço e acabava demorando mais em todas as propriedades. Aí até que concerta o trator, ou reorganiza o roteiro, era muito mais moroso o processo. Agora fluiu muito mais. Antes ficávamos praticamente seis meses só em função da silagem, não pode ser assim, são mais de 200 agricultores que fazem silagem e tem a colheita na mesma época”, destaca.

O secretário destaca que o melhor benefício desse modelo de bônus é a agilidade. “Os trabalhos fluem melhor. Além disso, na questão de valores, aquilo que a gente gastava com mecânica de trator, de ensiladeira, óleo, combustível, manutenção de peças e terceirização de horas máquina é mais ou menos o que gastamos pagando o bônus rural para os produtores, fica entre 250 mil e 300 mil. Além disso, temos o aumento no movimento econômico, que é o que também interessa para o município, afinal hoje a agricultura é responsável direta por pelo menos 40% dessa movimentação, e aí tem mais a participação indireta que são os gastos com o comércio, por exemplo”, salienta.

A forma de pagamento do Bônus Rural está chamando atenção dos municípios da região. “Recebemos a visita do secretário de Agricultura de Palma Sola, Elber Pereira e também do secretário de Agricultura de São José do Cedro, que vieram conversar conosco para compreender como funciona o programa. Até por que, para o pequeno agricultor que precisa do auxílio da secretaria ainda fazemos silagem, no limite de 7 horas máquina com subsídio de 50%, e o produtor de gado de corte tem um limite de até 15 horas com subsídio de 50%. O objetivo nosso foi promover agilidade e também aumento do movimento econômico”.
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