23/05/2019 às 08h35min - Atualizada em 23/05/2019 às 08h35min

Cuidando das nossas crianças

Na semana passada foi realizada no Centro de Eventos, de Palma Sola, uma capacitação com profissionais das secretarias de Saúde, Educação e Assistência Social para falar sobre o 18 de maio, dia em que se combate o abuso e a exploração sexual contra crianças e adolescentes. Integrantes do Conselho Tutelar também estiveram presentes durante a tarde participando do evento.

Quem ministrou a capacitação foi o palestrante Abel Petter, que atua no Instituto Médico Legal (IML) de São Miguel do Oeste e é acadêmico do 10º período do curso de psicologia, na Unoesc.

Conforme o palestrante, o enfoque e o objetivo do trabalho realizado com os profissionais foi falar sobre a prevenção. “Apresentei alguns exemplos de casos que podemos analisar através do viés da lei, que acontecem no dia a dia aqui em nossa região, e que fazem parte do cotidiano no IML. Foi apresentado ainda alguns dos principais conceitos, características e sinais que quem sofre abuso apresenta, além de trabalhar alguns dados epidemiológicos tanto a nível de Brasil como da nossa região. A partir disso buscamos aproximar os profissionais da realidade para trabalhar a questão da prevenção, da identificação e do como agir para ajudar no enfrentamento do problema”, explicou Abel.

Abel trabalhou também a diferença entre o abuso sexual infanto-juvenil e a exploração sexual infanto-juvenil. “O abuso é o contato sexual entre um adulto e uma criança ou adolescente, e a exploração sexual é quando se trata de pagar por questões relacionadas ao sexo com pessoas menores de 18 anos. Isso conforme o entendimento do Ministério Público Federal”, detalha.

Dentre os sinais que as crianças ou adolescentes apresentam pode-se destacar: mudanças no comportamento, agressividade, comentários autodepreciativos, retraimento nas conversas e posicionamento, medo ou pânico de uma determinada pessoa, ansiedade ou estado de alerta frequente, abandono das brincadeiras ou de hábitos de higiene, pesadelos, tentativas de fuga, isolamento, interesse súbito sobre assuntos relacionados ao sexo (fora do comum), queda no desempenho escolar. “Então é importante dizer aos pais, profissionais e comunidade que fiquem atentos a todos esses sinais”, afirma Abel.

A noite foi realizada uma palestra aberta para a comunidade, onde também foi falado sobre o tema, mas com uma linguagem adaptada para o público em geral. Conforme os secretários que organizaram a ação, é importante falar sobre o tema para desmistificar a questão e munir as pessoas com informações, para que estejam atentos para atuar na prevenção, que é um papel de todos. “É preciso entender que é uma situação real, não está distante de nós. É fundamental prevenir e para isso é preciso que haja conhecimento, então não adianta falarmos de prevenção se não falarmos sobre a temática. Os profissionais que se deparam com essa realidade precisam aprender a identificar para saber como lidar com essas situações”, afirma Abel.
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