11/07/2019 às 09h49min - Atualizada em 11/07/2019 às 09h49min

“O esporte encanta”, afirma Manabu

Ivonei Nodari, conhecido como Manabu, é ex atleta, árbitro e coordenador de esportes no município de Palma Sola

Quem mora em Palma Sola e é amante do esporte certamente sabe quem é Ivonei Nodari, mais conhecido como Manabu. Ex atleta, árbitro e esportista, Manabu é coordenador de esporte no município de Palma Sola. Nascido em 1980, defendeu a camisa palmassolense no futsal por vários anos e atualmente busca se aperfeiçoar cursando educação física, graduação que deve completar em 2020.
Manabu conta que sempre gostou do esporte e aos 12 anos já representava a escola, participando de competições escolares. Além do futsal, chegou a disputar outras modalidades das quais guarda medalhas e boas lembranças.
Em 2002 começou a atuar como árbitro, além de seguir jogando em algumas competições fora da cidade. Com um biótipo de atleta se saia bem no esporte, mas algumas lesões nos joelhos e tornozelos o afastaram de dentro das quadras. Em 2008 o professor Cleunir comandava a Secretaria de Educação e convidou Manabu, que tinha 28 anos e trabalhava na Palmasola/SA, para atuar no setor do esporte. “Era uma novidade pra mim, mas como sempre gostei desse meio aceitei”, comenta.
Em Palma Sola existiu um time, chamado Entre Amigos, que foi vitorioso entre os anos 2000 até 2008. A equipe, da qual Manabu participava, conquistou competições regionais importantes. “Nunca perdíamos os jogos em casa, tínhamos uma equipe muito forte. Mas como comecei a ajudar nos campeonatos e tive algumas lesões, precisei me afastar das quadras e comecei a me dedicar apenas à arbitragem”, comenta.  
Conforme ele, uma de suas dificuldades no início foi impor respeito como árbitro nas equipes, pelo fato de ser ex atleta e amigo de todos. “Ser árbitro vai muito de sua personalidade. Eu acho que sempre levei jeito pra isso, fui honesto, neutro, e com o tempo o pessoal viu que eu entrava no campo pra fazer o meu melhor. No entanto, nos jogos aqui de Palma Sola, por ter mais amizade e mais vivência com alguns atletas, às vezes recebia algumas críticas em casos de lances duvidosos, ‘é porque é amigo do cara lá’, mas aprendemos a levar. Nunca dei muita bola, sempre estive com os pés no chão e focado em fazer o meu melhor e com isso consegui adquirir o respeito do pessoal”, enfatiza.
Em 2008 quando iniciou o trabalho na Prefeitura, Sandro Dalle Laste era o diretor de esportes. Manabu conta que desde o início aprendeu muito com ele, desde organização até como montar o calendário de competições. “Ele é um cara honesto e eu segui isso dele, com o tempo fui aprendendo a organizar a agenda do esporte, vendo onde ficava melhor a competição, os dias que funcionava mais, como organizar a questão do clima frio ou calor em competições como o futebol de campo, por exemplo. Devo bastante ao Sandro, que me ensinou muitas coisas, admiro muito ele e também o professor Cleunir, e agradeço aos dois por terem aberto as portas para mim”, destaca.
Em Palma Sola são 20 campeonatos de nível municipal realizados ao longo do ano em diversas modalidades. Conforme Manabu, para conseguir organizar e acompanhar as competições, é preciso gostar. Ele conta que no início a questão de rivalidade era maior, mas agora modalidades como truco, bocha, sinuca e canastra tornaram-se praticamente uma confraternização entre amigos.
Já nos jogos de quadra e campo, por exemplo, que são esportes de mais contato, a presença da equipe da CME é indispensável em todas as rodadas. No entanto, com a aplicação das punições aos indisciplinados, a cada ano as competições são mais tranquilas. “Os atletas já entendem que as competições são uma forma de confraternização, além da disputa, com o objetivo de poderem rever os amigos e sair da rotina”, afirma.
Manabu destaca que o mais encantador do esporte é a facilidade de fazer amizade, de ser reconhecido, a disciplina que obtém, o modo que consegue aprender a trabalhar em equipe e ter uma vida social ativa e com saúde. “Quando você é quem organiza, acaba perdendo aquela emoção de estar ali na competição. O que eu quero a cada jogo é que tudo dê certo, que a arbitragem trabalhe bem, que a estrutura esteja montada e a premiação seja a contento de todos. Com todos esses anos na organização a minha adrenalina não sobe mais em um jogo de municipal. Mas sobe quando eu vou com as equipes para fora, com a base do futsal e do handebol, lá você vive essa adrenalina, torce mesmo, porque é contra outro município”, comenta.
O coordenador explica que ocorreu uma melhora no esporte nos últimos 10 anos em Palma Sola. Conforme ele, aumentou os investimentos e os profissionais melhoraram, buscando se aperfeiçoar e trazer resultados. “A partir de 2002 o crescimento que teve o handebol é incrível, a professora Rosane conseguiu elevar o time a outro patamar, conseguindo conquistas importantes e inéditas a nível estadual e nacional. Então, a partir de 2008, começamos a olhar com mais carinho para o futsal também, precisávamos de professores novos que queriam a mesma coisa que a professora Rosane quis, buscar conhecimento, participar de competições e crescer”, comenta.
A partir de 2012 o futsal começou a se desenvolver ainda mais, com a contratação de bons profissionais para desenvolver mais essa modalidade. “O handebol tem toda uma caminhada de 17 anos e é indiscutível os resultados das meninas. Então, para ajudar o futsal, tivemos a ideia de montar a APASF, que agora é uma realidade. Atualmente, tanto o handebol como o futsal, contam com alimentação adequada, transporte bom, uniformes da CME e uma estrutura melhor para as competições”, conta.
Nesses 11 anos trabalhando na Prefeitura e 17 como árbitro, Manabu conta que o esporte tem um papel social muito grande em Palma Sola e com o tempo vai melhorar ainda mais. Um dos seus objetivos é trazer o máximo de crianças possíveis para participar de escolinhas, buscando abrir novas modalidades e investir ainda mais no esporte. “Vi muitas crianças crescerem e se desenvolverem dentro das quadras e hoje são pessoas do bem. Investir no esporte é economizar na saúde no futuro. Se eu pudesse colocaria um professor de cada modalidade no município, espero que ainda tenhamos isso, talvez uma escolinha de vôlei, basquete, atletismo. Sabemos da realidade e não conseguimos contentar todo mundo, mas a minha esperança é que o esporte cresça cada vez mais”, finaliza.
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