12/07/2019 às 08h49min - Atualizada em 12/07/2019 às 08h49min

Vereadores rejeitam projeto de financiamento

O projeto, enviado pelo Executivo de Palma Sola, foi rejeitado por 5 a 4 votos na sessão de segunda-feira

 
Na noite de segunda-feira, dia 8, foi realizada na Câmara de Vereadores de Palma Sola a votação do projeto de Lei número 15, enviado pelo Poder Executivo, que previa a contratação de um financiamento de R$ 2,3 milhões, para a realização de investimentos no município. O projeto de lei era polêmico, levantou debates e discussões, especialmente nas redes sociais, mobilizou a comunidade em prol da votação e no fim foi rejeitado pela maioria dos vereadores, com cinco votos contra e quatro a favor.
O debate iniciou com o vereador Rodrigo Calegari, popular Gaspa, que apresentou argumentos favoráveis a aprovação do projeto. “Esse é um projeto construído junto com os vereadores, que tem inclusive itens que são indicações de vereadores. O objetivo é atender necessidades antigas do município, através de um financiamento, assim como outros municípios da região fazem. Sabemos que para alguns itens desse projeto, como a construção de um condomínio industrial, nós não vamos conseguir emendas. Se nós não conseguimos recursos através das emendas, devemos dar o aval para fazer o financiamento”, afirmou.
Já o vereador Clair Munaro questionou a necessidade de se fazer um financiamento, para a realização dos investimentos. Inicialmente ele questionou o porquê de não se fazer um projeto para cada item, de forma que os vereadores pudessem aprovar apenas os itens vistos como necessários. “Mais de um milhão só de juros. Nós não questionamos os investimentos, o que questionamento é o pagamento de juros. É uma taxa alta, e é isso que a população nos cobra. Temos dinheiro em caixa, e a população nos cobra, pra que pagar juros se tem recursos em caixa? E se daqui a pouco o pagamento desse financiamento inviabiliza o município lá na frente, para as próximas gestões? Não quero levar essa culpa”, afirmou.
Munaro destacou que sentiu uma pressão popular pedindo pela não aprovação do financiamento. “Eu me senti pressionado, recorri a população e fiquei surpreso com o que me disseram sobre o financiamento. Conversei com muitas pessoas, e todos mostraram preocupação quanto a esse projeto. Não sou contra o desenvolvimento do município, mas por que não usar o dinheiro em caixa para aplicar esse projetos, e financia só o valor que falta?”, questionou.
O vereador Márcio Sansigolo, usou a palavra para defender o financiamento com uma necessidade para Palma Sola. Ele usou um dos itens do projeto, a construção de uma mini estação de tratamento de água na Linha Brasil, para exemplificar essa necessidade. “Não aprovar o projeto é virar as costas para a população, para quem nos elegeu”, enfatizou.
O vereador Lauri Ludwig questionou especificamente alguns pontos, dentre eles o item que destaca que não há obrigação de execução dos itens financiados, ficando a cargo do prefeito Kiko Mantelli, decidir, e que os recursos que não forem utilizados ficariam como recurso livre. “Ou seja, será financiado, licitado, mas não necessariamente executado. Se está sendo financiado é pra se fazer as coisas, não se deixa em aberto para que o prefeito decida, isso é uma afronta”, afirmou.
Ainda conforme Lauri, apenas duas situações justificariam a aprovação do projeto. “Para se financiar, ou se está apertado, ou as condições de pagamento são muito boas, e esse não é o caso”, enfatizou.
O vereador destacou ainda que o projeto prevê 12 meses de carência. “Ou seja, essa Administração não vai pagar. No total do financiamento serão pagos, com a taxa atual de juros, R$ 1,5 milhões de juros. Isso dá um total de 59% só de juros, são R$ 14 mil por mês. Portanto, se existe recurso em caixa, pra que endividar os outros prefeitos?”, questionou Lauri.
O presidente da Câmara, Claudinei Schein, deu o voto de minerva que reprovou o projeto, na sua justificativa apresentou: “As condições de juros significam mais de R$ 1,58 milhão, o que já inviabiliza um financiamento de R$ 2,3 milhões. A prefeitura tem mais de R$ 3 milhões em caixa, conforme foi apresentado nos balanços do 1º quadrimestre, então o que é urgente pode ser feito com este dinheiro: água na linha Brasil e carros para a Saúde. O financiamento está sendo apresentado com 2,6 anos de mandato, se era para financiar tinha que ter sido feito lá no início do mandato, assim não ficaria tanto valor para os próximos prefeitos pagarem”.
 
Ademir Zanella – sim
Lauri Ludwig – não
Rodrigo Calegari - sim
Elio pereira - não
Clair Munaro – não
Paulo Mantelli – sim
Anselmo Binsfeld – não
Márcio Sansigolo - sim
A votação estava empatada e o presidente da Câmara de Vereadores, Claudinei Schein, deu o voto de minerva, votando não ao projeto.
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