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20/09/2019 às 08h33min - Atualizada em 20/09/2019 às 08h33min

Anchietense registra índices de chuva

Em uma tarde do fim de agosto o anchietense Ildo Cavalli, que mantém um registro dos índices pluviométricos da região, passou no Sentinela para compartilhar os dados coletados há quase 20 anos. Ele conta que desde a década de 90 olhava regularmente os índices de chuva, mas que apenas nos anos 2000 começou a anotar os índices mensais e manter os registros das chuvas.
Ildo, 61 anos, sofreu uma lesão no cérebro que o deixou com a audição, o equilíbrio e a mobilidade afetados, por isso vem regularmente à Palma Sola para fazer hidroterapia. Atualmente ele mora na linha São Paulo, interior de Anchieta. Em uma dessas vindas, veio até a Redação do Sentinela para compartilhar os dados coletados. Ele conta que cuidar o volume das chuvas é um hábito, e que no início a medição era feita em uma latinha que tinha o mesmo diâmetro. “Para saber quantos milímetros havia chovido eu pegava um metro de construção e fazia a medição”, conta.
Depois, adquiriu um pluviômetro e desde então começou as anotações em todos os dias que chove. “Ultimamente eu não tenho tido muito trabalho”, brinca.
E Ildo tem razão. Há pelo menos três meses a região vem enfrentando uma falta de chuva significativa, os rios estão baixos, os açudes secando e a seca preocupando moradores e autoridades. Em alguns municípios Bombeiros e prefeitura estão levando água para algumas comunidades do interior, e o pedido para os moradores da cidade é para que economizem nos gastos de água.
Conforme suas anotações, os meses de Agosto dos últimos anos haviam sido bastante chuvosos. Para se ter uma noção, o último ano em que agosto teve poucos registros de chuva foi em 2013, há seis anos, quando foram registrados apenas 3mm de chuva. Nos outros anos: 2016 (252 mm), 2017 (240 mm) e 2018 (125 mm), o volume de chuva era considerável. Já neste ano foram apenas 15 mm de precipitação.
O mês de setembro já é mais imprevisível. Em 2007, por exemplo foram registrados apenas 82 mm de chuva, mas apenas dois anos depois, em 2009, o índice chegou à 402 mm. Em 2014 mais uma vez um grande volume de chuvas: 426 mm, mas no ano seguinte pouco mais de metade do volume (260 mm em 2015). Os anos de 2016 e 2017 tiveram pouca chuva com 87 mm e 48 mm respectivamente, e no ano passado um grande volume 250mm.
Agora, em 2019, até a segunda-feira esta semana, haviam sido registrados apenas 31mm. Volume esse insuficiente para reabastecer o nível dos reservatórios de água.
Conforme a previsão climática da Epagri Ciram para os meses de setembro, outubro e novembro, o que se espera é um nível de chuva abaixo da média para o Oeste. Conforme o boletim meteorológico, na primavera aumenta a incidência de temporais com granizo e ventania em SC, por vezes com acumulados significativos de chuva em curto espaço de tempo. Setembro e outubro marcam a transição inverno e verão, dando início às chuvas de primavera que normalmente tem totais mensais mais elevados.
Os episódios de precipitação devem ocorrer especialmente associados à passagem de frentes frias, influência de sistemas de baixa pressão e dos Sistemas Convectivos de Mesoescala (SCM) que provocam chuvas mais intensas no Oeste e Meio Oeste. Na segunda quinzena de novembro inicia o processo convectivo, caracterizando as pancadas de chuva de verão.
A previsão é de temperatura próxima à acima da média climatológica no Estado, no trimestre. Especialmente na primeira quinzena de setembro foram registradas temperaturas acima dos 35 graus.
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