19/09/2015 às 09h22min - Atualizada em 19/09/2015 às 09h22min

Incidência de granizo é estudada

Universidade Tecnológica Federal do Paraná realiza pesquisa sobre a queda de granizo na região de Flor da Serra do Sul

Francieli Perondi
Flor da Serra do Sul
Na comunidade de linha Gaúcha, Flor da Serra do Sul, o agricultor Edemilson Girardi, Hilga Girardi e a filha Tatiane Girardi juntamente com Gabriela Tsay, aluna de mestrado da UTFPR instalando a placa de coleta de dados (Foto: Divulgação)

Há cerca de um mês alguns acadêmicos da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), acompanhados pelo professor Jorge Alberto Martins, estiveram em Flor da Serra do Sul instalando placas para coletar dados no município sobre a queda de granizo. A Universidade, campus de Londrina e Francisco Beltrão, está desenvolvendo um projeto, intitulado Detecção, monitoramento e análise do desenvolvimento de Tempestades Severas associadas à ocorrência de Granizo no Sul do Brasil.

Sobre o projeto

O projeto iniciou no primeiro semestre de 2014, visando melhorar a compreensão do desenvolvimento de tempestades severas, mais especificamente quando há queda de granizo. No primeiro momento foram instalados cerca de 200 detectores de queda de granizo, nas regiões Sudoeste do Paraná e Extremo Oeste de Santa Catarina. Agora, na segunda fase, outros municípios estão sendo incluídos, dentre eles Flor da Serra do Sul.

O professor Jorge explica ainda que o projeto tem a pretensão de ampliar as instalações para os municípios paranaenses de Ampére, Bela Vista da Caroba, Manfrinópolis, Pinhal de São Bento, Pranchita e Salgado Filho, além dos municípios catarinenses de Anchieta, Guaraciaba, Palma Sola, Santo Antônio do Sudoeste e São José do Cedro. “A instalação de placas de detecção na província de Missiones, na Argentina, também faz parte da proposta inicial, mas estamos repensando devido a atual situação econômica”, explica Jorge.

A proposta inicial começou com 33 pesquisadores e 16 alunos da UTFPR, mas aos poucos foram se envolvendo técnicos das Secretarias de Agricultura das cidades estudadas, além de mais alunos envolvidos e cerca de 350 agricultores que se responsabilizam pela guarda das placas de detecção instaladas em suas propriedades para o monitoramento do granizo.

Benefícios que a pesquisa deve trazer para as pessoas

Conforme o coordenador do projeto existem diversos benefícios para a sociedade, mas dois serão imediatos. “O primeiro diz respeito a ampliar o conhecimento sobre a ocorrência do fenômeno na região, que hoje é extremamente limitado. Afinal os danos causados geram perdas econômicas significativas para a região”, salienta Jorge.

O segundo benefício é a melhoria da qualidade da previsão do tempo. “Uma previsão melhor significa informar as pessoas com mais certeza se há ou não risco de uma tempestade despejar granizo sobre um local e o tamanho dessas pedras de gelo”, destaca Jorge, defendendo que ambos os benefícios podem ser utilizados por órgãos da administração pública como Secretarias de Agricultura, Defesa Civil, Corpo de Bombeiros, Emater/Epagri, entre outros.


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