22/04/2020 às 11h21min - Atualizada em 22/04/2020 às 11h21min

Acreditar no Amor do Pai

Coluna de opinião do jornal impresso

Hoje me disponho diante de um computador para escrever a matéria que devo enviar ainda hoje para o Jornal Sentinela do Oeste, peço desculpas aos meus leitores se estou repetindo temas, porém espero nas próximas edições falar sobre outro tema que não seja isolamento, pandemia, coronavírus ou Covid-19. Não sei se estão como eu farto de tanto vídeo com mensagens pessimistas ou de cunho político. Basta, chega de exploração desse tema que trouxe algo nunca imaginado pelo ser humano. Se Raul Seixas fosse vivo iam chamá-lo de profeta e sua canção chamada “O Dia Em Que a Terra Parou estaria nos Hits do mundo inteiro.
Eu porém contínuo acreditando que o Criador a quem nada escapa ao seu controle quis nos mostrar que precisamos mudar alguns conceitos em nossas vidas. Nossas escalas de valores muito equivocadas nos fazem pensar que precisamos valorizar mais a vida, que orgulho, poder financeiro, supremacia sobre o próximo de nada vale. Você pode até pensar: Será que Deus quer nos castigar ou está furioso contra o ser humano que Ele mesmo criou a sua imagem e semelhança conforme está no livro do Gênesis? (Gn 1,26). Eu acredito que não, o pai sempre ama seus filhos, por isso prefiro acreditar no discurso que fez frei Raniero Cantalamesa durante a Vigília Pascal que acompanhei neste sábado direto do Vaticano.
"Deus é nosso aliado, não do vírus! Se esses flagelos fossem castigos de Deus, não seria explicado por que eles caem igualmente nos bons e nos maus, e por que geralmente são os pobres que têm as maiores conseqüências. Eles seriam mais pecadores que outros? Aquele que chorou um dia pela morte de Lázaro chora hoje pelo flagelo que caiu sobre a humanidade. Sim, Deus “sofre”, como todo pai e toda mãe. Quando descobrirmos um dia isso, teremos vergonha de todas as acusações que fizemos contra ele na vida. Deus participa da nossa dor para superá-la. “Deus, escreve Santo Agostinho, por ser soberanamente bom, nunca deixaria qualquer mal existir em suas obras se não fosse bastante poderoso e bom para fazer resultar do mal um bem”.
Que nossos pensamentos e ações nos levem a criar novos e bons atos. Atos de amor e paz, harmonia e fraternidade entre povos e nações. Que nossas atitudes sejam frutos dos desejos de felicidades que almejamos na Páscoa que vivenciamos no domingo que passou.

Reinaldo Guimarães
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