05/05/2020 às 10h59min - Atualizada em 05/05/2020 às 10h59min

Durante pandemia, doenças transmitidas pelo Aedes Aegypti também preocupam

A dengue é uma doença febril aguda que terá um grande número de casos, provavelmente, até o final de maio, quando a curva epidêmica diminui

Larissa Dias - Sentinela
A pandemia causada pelo novo coronavírus desafia a Saúde no Brasil com aumento exponencial do número de casos e, consequentemente, de mortes, além de ser uma doença desconhecida e sem vacina ou tratamento medicamentoso com eficácia comprovada. Mas, essa não é a única preocupação. O país também enfrenta cada vez mais casos de doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti, como dengue, zika e chikungunya. A semelhança dos sintomas com os da covid-19 é outro alerta: devo procurar ou não o médico?
De acordo com o último boletim epidemiológico do Ministério da Saúde, o Brasil já registra mais de 600 mil casos prováveis de dengue (até o começo da semana, em Santa Catarina já eram 2,2 mil), tendo 221 mortes pela doença. Uma semana atrás, eram 16 óbitos a menos e, aproximadamente, 550 mil casos totais. A tendência é que o número continue aumentando, mas de forma diferente, conforme características de cada região do país.
Nos municípios de circulação do Sentinela, foram registrados 28 casos confirmados e sete suspeitos. Até segunda-feira, em Flor da Serra do Sul, Campo Erê e Guarujá do Sul, não havia nenhum caso. Já em São José do Cedro, havia 10 confirmados e mais dois suspeitos; em Anchieta, nove, com mais um suspeito e em Palma Sola, nove e mais quatro suspeitos.
Esse é o principal período de atenção, mas o cuidado com a dengue e as outras doenças transmitidas pelo aegypti devem ser durante o ano todo. A preocupação nesta época também é maior devido ao enfrentamento da Covid-19, que apresenta sintomas semelhantes. Segundo alguns estudos, a principal diferença são os sintomas respiratórios. O tratamento para as doenças transmitidas pelo Aedes é, na grande maioria dos casos, apenas para aliviar os sintomas, pois a cura acontece espontaneamente.
Mas antes de se medicar, consulte um médico, pois determinados medicamentos podem agravar o quadro. Devem procurar a unidade de saúde aquelas pessoas que, em um contexto de doença febril, se sentirem muito prostradas e, junto aos sintomas respiratórios como tosse, coriza e secreção nasal, tenham falta de ar.
O boletim epidemiológico ainda mostra que o risco de gravidade para a dengue é maior quando a pessoa tem alguma doença crônica, como diabetes e hipertensão. Além disso, a faixa etária acima de 60 anos concentra 58,4% dos óbitos. A idade e as comorbidades são as mesmas características do grupo de risco para a covid-19.
 
Conheça o mosquito e previna-se
O mosquito Aedes aegypti é um dos principais transmissores dessas arboviroses. Diferentemente dos pernilongos, ele tem hábitos diurnos, ou seja, a probabilidade de ser picado pelo inseto durante o dia é maior, mas não é restrita, já que ele se adapta facilmente. De acordo com alguns estudos, o corpo do mosquito aegypti também é diferente dos demais - ele tem uns rajados brancos no corpo, diferentemente dos culicídeos, mosquitos que são todos pretos.
Além disso, os habitats de reprodução dos mosquitos são diferentes: os culicídeos preferem se reproduzir em águas com matéria orgânica enquanto os Aedes aegypti em água limpa como uma caixa d’água sem tampa. Dessa forma, eliminar os prováveis locais e objetos que possam acumular água, mesmo que em pouca quantidade como tampinhas de garrafa e na laje, por exemplo.
Para prevenir a proliferação do mosquito e, consequentemente, essas doenças, é indicado usar roupas compridas ou repelente, caso a vestimenta deixe áreas do corpo a mostra, e utilizar telas em janelas e portas, mosquiteiros ou outras barreiras disponíveis. Outro modo de se proteger é com a informação. Por isso, é necessário cuidado com as fake news.
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